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Futebol / Universo digital

Flamengo e Brasileirão estão entre maiores marcas digitais do esporte

Liga nacional se destaca no mundo, enquanto clube carioca predomina no Brasil

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 20/09/2021, às 10h55

No Brasil, segundo a Horizm, Flamengo reúne audiência e inventário muito superiores aos concorrentes - Marcelo Cortes / Flamengo
No Brasil, segundo a Horizm, Flamengo reúne audiência e inventário muito superiores aos concorrentes - Marcelo Cortes / Flamengo

O universo digital é cada vez mais importante para o esporte no Brasil e no mundo. E, desde março de 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19 para assolar o planeta, o ritmo digital foi acelerado. Sem torcidas nos estádios e com o esporte como um todo paralisado por alguns meses, os clubes, ligas, federações e todos os envolvidos com o mundo esportivo enxergaram justamente no digital uma válvula de escape para continuar chegando até os fãs e os principais consumidores do esporte.

“As restrições sanitárias que impediram os torcedores de frequentar os estádios em 2020 geraram um crescimento acelerado do consumo digital do esporte. Este novo cenário oferece uma grande oportunidade para as marcas se conectarem – por meio das federações, clubes e atletas de futebol – com este público apaixonado e engajado”, destacou Ricardo Fort, conselheiro da Horizm, startup de inteligência artificial que atua com valoração de asset digital, comercialização de espaços nas plataformas digitais e automatização e profissionalização na relação com os patrocinadores.

De acordo com a startup, o Brasil se destacou nessa tendência de olhar com mais atenção para o digital. Apesar de ainda estar atrás em receitas e em audiência nesse universo, as equipes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro devem gerar mais valor em inventário digital (valor de todas as postagens em redes sociais realizadas pelos clubes) do que Ligue 1 (França), Bundesliga (Alemanha) e Serie A (Itália), ficando atrás apenas de Premier League (Inglaterra) e LaLiga (Espanha).

No quesito “Valor por Fã” (nova métrica do setor que representa a capacidade de uma liga ou equipe de gerar valor a partir de seu inventário digital per capita e é calculado como o inventário total dividido pela audiência total), por sua vez, a competição nacional ocupa a liderança em escala mundial, já que tem mais do que o dobro da eficácia em gerar impressões sem perder o engajamento do que a liga inglesa, por exemplo. Isso faz com que os fãs dos clubes brasileiros tenham o valor de R$ 2,17, enquanto os da liga inglesa alcancem R$ 1,23.

Como não poderia ser diferente, dentro dessa eficácia toda existem alguns clubes que se destacam. O primeiro deles é o Flamengo, que reúne audiência e inventário muito superiores aos concorrentes. O clube rubro-negro detém quase 30% do inventário total dos clubes da Série A, com R$ 247 milhões, seguido no Top 5 por Palmeiras (R$ 101 milhões), São Paulo (R$ 92 milhões), Santos (R$ 79 milhões) e Corinthians (R$ 74 milhões).

Para se ter uma ideia da força do time carioca no digital, mesmo com uma audiência consideravelmente menor, a previsão de inventário dos cariocas para 2021 é maior do que as de PSG, Bayern de Munique, Manchester City e Juventus, por exemplo.

“O Flamengo, muito além de time, é uma plataforma de engajamento. Nossos resultados são surpreendentes. Poucos clubes no mundo conseguem o mesmo engajamento com a torcida”, celebrou Gustavo Oliveira, vice-presidente de marketing e comunicação do Flamengo.