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Futebol / Sem acordo

FPF quis criar 'bolha' para tentar manter o Paulistão

Redação Publicado em 16/03/2021, às 12h50

Imagem FPF quis criar 'bolha' para tentar manter o Paulistão
A paralisação do Paulistão da Série A-1 é vista com receio pela FPF, já que isso poderia provocar a redução de datas dos jogos e, consequentemente, a queda na receita com patrocínio
Crédito: Reprodução

Na tentativa desesperada de manter em atividade o Paulistão, a Federação Paulista de Futebol chegou a sugerir a criação de uma "bolha" sanitária para os times que jogam a Série A-1 estadual e suspender os campeonatos das séries inferiores. A proposta foi apresentada pela FPF como alternativa para manter o futebol em funcionamento mesmo com o governo paulista tendo decretado a fase emergencial do estado, proibindo serviços não-essenciais e restringindo a circulação de pessoas.

"Para assegurar ainda maior segurança aos profissionais, o novo protocolo criava novamente o conceito de “Bolha de Segurança”, com todas as delegações testadas e isoladas em hotéis ou centros de treinamento até o fim deste período. Sem qualquer contato externo, os clubes se deslocariam apenas para os estádios (totalmente desinfetados) e retornariam para seus alojamentos, com testagens antes e depois das partidas. Além disso, o número de profissionais de operação de jogo nos estádios seria reduzido em 70%, com um esforço coletivo de comunicação para conscientizar torcedores da necessidade do isolamento social", disse a FPF em comunicado emitido na manhã desta terça-feira (16), após os encontros com membros do governo e do Ministério Público Estadual durante a segunda-feira.

Segundo a FPF, com a negativa dos órgãos, a entidade vai se reunir esta tarde com os clubes das três divisões (A-1, A-2 e A-3) para tomar uma decisão do que será feito a partir de agora. Levar as partidas do Paulistão para Minas Gerais, que havia se mostrado a solução viável no momento, acaba de ser impedida pelo decreto do governo mineiro determinando a fase roxa em todo o estado, o que impede até mesmo o funcionamento de hotéis.

A paralisação do Paulistão da Série A-1 é vista com receio pela FPF, já que isso poderia provocar a redução de datas dos jogos e, consequentemente, a queda na receita com patrocínio e venda de direitos de televisão, as duas principais fontes de receita do campeonato. Como não possuem acordos tão vantajosos, as divisões inferiores poderiam ficar sem atividades pelos próximos 15 dias, como determinou o governo paulista.