Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Futebol / Contraste

Futebol chega à terceira final olímpica seguida em momento conturbado da CBF

Redação Publicado em 03/08/2021, às 12h33

Imagem Futebol chega à terceira final olímpica seguida em momento conturbado da CBF
Jogadores da seleção brasileira comemoram a classificação à final olímpica
Divulgação

Na manhã desta terça-feira (3), a seleção brasileira de futebol masculino bateu o México nos pênaltis por 4 a 1 após o placar não ser modificado no tempo normal e na prorrogação, e se garantiu na terceira final seguida de Jogos Olímpicos. Em Londres 2012, o país ficou com a prata depois de perder a decisão justamente para os mexicanos, enquanto no Rio de Janeiro 2016 veio o inédito ouro olímpico ao bater a Alemanha nos pênaltis em um Maracanã lotado.

O feito da seleção comandada em Tóquio 2020 por André Jardine é raro em Olimpíadas. Desde que o futebol masculino começou a ser disputado em Paris 1900, apenas Iugoslávia (quatro vezes, entre Londres 1948 e Roma 1960) e Hungria (três vezes, entre Tóquio 1964 e Munique 1972) alcançaram a marca. No caso iugoslavo, foram três vice-campeonatos seguidos de um título. Já os húngaros conquistaram dois ouros e depois uma prata.

O sucesso dentro de campo, no entanto, contrasta com um dos períodos mais conturbados da história da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fora das quatro linhas. Há exatamente um mês, no dia 3 de julho, o presidente da entidade, Rogério Caboclo, foi afastado do cargo após denúncias de assédio sexual e moral feitas contra ele por uma funcionária da confederação.

Apesar de negar as acusações, Caboclo tem enfrentado seguidas derrotas no caso. Além de ser obrigado a deixar a presidência da CBF nas mãos do vice, Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, o agora ex-presidente foi temporariamente excluído do Conselho da Conmebol e ainda viu a Fifa aceitar, na segunda-feira (2), um pedido da CBF para que a decisão de afastamento tivesse abrangência mundial. Nunes, por sua vez, em poucos dias no cargo, demitiu Walter Feldman, que ocupava a função de secretário-geral da entidade desde 2015.

No momento, o caso de Rogério Caboclo se encontra na Câmara de Julgamento da Comissão de Ética da entidade. A decisão sobre o futuro do dirigente será tomada nas próximas semanas e precisará ser aprovada pela Assembleia Geral da CBF, que é constituída pelos 27 presidentes das federações estaduais e é a única que tem o poder de destituir um presidente do cargo.

Os bastidores da CBF, porém, continuam bem movimentados enquanto o caso não é resolvido. Na semana passada, um juiz anulou a Assembleia Geral da CBF que havia modificado a forma de votação para a presidência da entidade em 2017. A consequência imediata da decisão foi que a eleição de Caboclo para a presidência, ocorrida em abril de 2018, também foi anulada.

Dessa forma, Rodolfo Landim (presidente do Flamengo) e Reinaldo Carneiro Bastos (presidente da Federação Paulista de Futebol) foram nomeados como interventores da CBF pelos próximos 30 dias. Também na segunda-feira (2), os dois aceitaram oficialmente as nomeações, assinando o termo de confirmação. Porém, poucas horas depois, a Justiça do Rio de Janeiro anulou a sentença de primeira instância que determinava uma intervenção na entidade.

O campo e os bastidores nunca foram tão contrastantes na história da CBF como agora.