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Futebol / Sem mudança

Globo diz que não mudará modelo para clubes que eram da Turner

Principal executivo da emissora afirmou que não abrirá exceção para times em nova negociação de direitos

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 29/09/2021, às 09h57 - Atualizado às 10h09

Brasileirão terá clubes como Athletico-PR, Bahia, Santos e Palmeiras sem emissora de TV paga em 2022 - Divulgação / CBF
Brasileirão terá clubes como Athletico-PR, Bahia, Santos e Palmeiras sem emissora de TV paga em 2022 - Divulgação / CBF

A notícia de que a Turner não transmitirá jogos do Campeonato Brasileiro a partir de 2022 fará com que os sete clubes que tinham contrato com a emissora tenham de buscar novas empresas para ter suas partidas no Brasileirão transmitidas na TV por assinatura.

Hoje, os clubes têm duas alternativas. A primeira é buscar a venda dos direitos já amparados pela Lei do Mandante, que permite a eles negociar os jogos em que serão mandantes com qualquer emissora, sem depender do time visitante.

Como fizeram quando renegociaram, em 2020, ainda antes de a pandemia começar, o acordo com a Turner, os clubes têm a chance de se unir para buscar uma venda coletiva dos direitos que lhes cabe. Se os mesmos sete times permanecerem na Série A em 2022, representariam 35% dos jogos que poderiam ser negociados com plataformas fechadas.

A outra possibilidade, que até agora foi a única via adotada pelos clubes, é cada um partir para uma negociação individual. Aí, cabe a eles aceitar os valores e condições colocados pela Globo. A emissora manterá a proporção de 40% dos valores pagos na TV por assinatura rateados igualmente, 30% conforme a performance do time no campeonato e outros 30% pelo número de aparições na TV.

Foi isso o que confirmou Fernando Manuel Pinto, diretor de esportes do Grupo Globo e responsável pela negociação com os clubes. Procurado pela reportagem, o executivo afirmou que não abrirá mão de manter o modelo de divisão de receitas entre os clubes que vigora desde 2019, quando passou a dividir com a Turner os direitos de transmissão do Brasileiro.

“Temos hoje, na Série A, um modelo estabelecido. Não nos distanciamos desse padrão em todas as aquisições ao longo dos anos por coerência, respeito aos clubes já signatários e crença de que não se administra uma questão como essa, de construção de um modelo coletivo via acertos individualizados no decorrer do tempo, sem estabelecer um padrão”, afirmou à Máquina do Esporte.

O executivo mantém a postura que teve quando passou a negociar novos acordos com Red Bull Bragantino, Coritiba, Cuiabá e outros clubes que chegaram recentemente à Série A do Brasileirão.

Em 2020, os times que eram signatários da Globo na TV por assinatura receberam um total de R$ 317 milhões. Cada clube, portanto, recebeu um valor fixo de cerca de R$ 10,5 milhões. Em 2022, caso os 20 clubes da Série A cheguem a um acordo com o SporTV para ter seus jogos transmitidos, a Globo pagará um total de cerca de R$ 600 milhões, já com a correção da inflação. Com isso, cada time que assinar com ela deverá receber um valor fixo de R$ 12 milhões, com outros R$ 360 milhões a serem divididos por performance e aparição na TV.