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Futebol / Copa do Mundo

Infantino defende "progresso inegável" dos direitos humanos no Catar

Dirigente destacou fim do sistema de kafala, que gerava sistema de semiescravidão

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 12/05/2022, às 12h34 - Atualizado às 12h36

Gianni Infantino, presidente da FIFA, discursa no Congresso da UEFA, em Viena, na Áustria - Reprodução / FIFA
Gianni Infantino, presidente da FIFA, discursa no Congresso da UEFA, em Viena, na Áustria - Reprodução / FIFA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, destacou que o “progresso inegável” feito pelo Catar na questão dos direitos humanos, fará parte do legado da Copa do Mundo de 2022. Em discurso no Congresso da UEFA, em Viena, na Áustria, o dirigente defendeu o histórico do país do Oriente Médio nos direitos trabalhistas dos imigrantes que atuaram nas obras para o Mundial da FIFA.

“É importante, por um lado, destacar o progresso que tem sido feito em termos de direitos humanos, em termos de direitos dos trabalhadores, com a abolição do sistema de kafala, com salários mínimos para os trabalhadores, com medidas para proteger a saúde dos trabalhadores”, enumerou Infantino, que já havia dito que o Catar deu ”orgulho e dignidade” aos trabalhadores.

“Não é a FIFA que está dizendo isso, nem é o Catar dizendo isso. É a Organização Internacional do Trabalho, os sindicatos internacionais. Este progresso é inegável. É excelente. Está indo na direção certa”, acrescentou o dirigente.

O sistema de kafalaobrigava todo trabalhador imigrante não qualificado a contar com o “patrocínio” de alguém, geralmente seu empregador, que é responsável pelo seu visto. Muitas empresas confiscavam o passaporte dos operários que tinham direitos escassos e viviam em um regime de semiescravidão.

No ano passado, o jornal britânico The Guardian informou que 6.500 trabalhadores migrantes morreram na construção das arenas da Copa do Mundo ou obras de infraestrutura em geral desde que o país venceu a concorrência pelo evento, em 2010. Esse número é contestado pelo Catar, mas o relatório gerou uma onda de protestos.

“É claro que nem tudo é perfeito. Posso garantir que estou pessoalmente lá, apelando e apelando às autoridades para garantir que o governo não apenas implemente essa nova legislação, mas a aplique de maneira eficaz e eficiente”, afirmou Infantino, que mora em Doha.

“Isso é para garantir que os trabalhadores que não foram pagos, que sofreram, sejam adequadamente compensados. Estamos todos atentos para tentar garantir que o legado da Copa do Mundo fique para sempre”, completou.

Guerra na Ucrânia

O presidente da FIFA, assim como o mandatário da UEFA, Aleksander Ceferin, não criticou diretamente a Rússia pela guerra na Ucrânia. Durante seu discurso, Infantino apelou pelo fim do conflito.

“O futebol não pode resolver todos os problemas deste mundo. O futebol não pode resolver a guerra, mas pode contribuir repetindo com força nosso apelo àqueles que têm algum tipo de poder de decisão para trabalhar incansavelmente e fazer todos os esforços possíveis para que a paz seja restaurada na Ucrânia”, afirmou em seu discurso.