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Gianni Infantino enfrenta crise na Fifa após acusações sobre a Copa 2030 e Superliga Europeia

Documentos revelam envolvimento em negociações de liga de elite na Europa; dirigente é criticado por querer aumentar Mundial para 64 países

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante visita ao Marrocos - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante visita ao Marrocos - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

⚡ Máquina Fast
  • Gianni Infantino é acusado de oferecer a final da Copa do Mundo de 2030 ao Marrocos em troca de apoio político, o que a Fifa nega veementemente.
  • Ligas europeias criticam a proposta da Fifa de expandir a Copa do Mundo 2030 para 64 seleções, destacando falta de consulta e cronograma impraticável.
  • Vazamentos revelam envolvimento de Infantino na criação da Superliga Europeia, com negociações secretas e planos para um Mundial de Clubes anual.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta uma crise institucional após acusações de que teria oferecido ao Marrocos a final da Copa do Mundo de 2030 em troca de apoio político para as eleições de 2027.

O dirigente realizou, nesta quarta-feira (5), uma reunião em Rabat com diretores da entidade e membros do Conselho da Fifa que representam Egito, Níger, Mauritânia, Djibuti e Marrocos para consolidar sua base de apoio.

A Espanha e o Marrocos disputam o direito de sediar a decisão do Mundial de 2030, que também contará com Argentina, Uruguai, Paraguai e Portugal como coanfitriões. Em comunicado enviado à agência EFE, o gabinete de imprensa da Fifa desmentiu a acusação, classificando-a como “falsa e enganosa”.

Expansão

Paralelamente, o dirigente enfrenta forte oposição das ligas europeias devido à proposta de expandir a Copa do Mundo 2030 para 64 seleções, fundamentada em um estudo recente da Fifa.

A European Leagues, entidade que reúne 40 ligas profissionais de futebol e associações de clubes de 34 países da Europa, publicou posicionamento criticando o cronograma curto para avaliação da proposta e a ausência de consultas prévias ao ecossistema do futebol.

“Assim como no projeto FFE [venda de 20% dos direitos comerciais do futebol a investidores], que foi abortado, esta nova proposta envolve um cronograma de avaliação impraticavelmente curto (apenas quatro semanas) e nenhuma consulta às ligas, clubes e jogadores cujos planejamentos e meios de subsistência seriam os mais afetados”, afirmou a entidade.  

A associação acrescentou que vai rejeitar qualquer expansão até que ocorram reformas na governança que garantam a participação formal das partes interessadas.

Superliga Europeia

A pressão sobre Infantino se intensificou com o vazamento de documentos ao jornal britâncio The Guardian, que revelam a participação ativa do presidente da Fifa nas discussões sobre a criação da Superliga Europeia, em 2020.

Os arquivos indicam que o dirigente, identificado pelo código ‘WO1’, esteve envolvido em negociações para uma parceria de 12 anos que previa a redução de datas internacionais e a concessão de direitos especiais de governança à federação por meio de uma “ação de ouro”.

O projeto previa também a criação de um Mundial de Clubes anual. As negociações ocorreram sem o conhecimento prévio das associações membros, somando-se aos debates sobre a centralização administrativa da entidade.