O governo da Itália aprovou uma medida que permitirá aos clubes de futebol distribuírem os lucros obtidos com transferências de jogadores ao longo de quatro anos.
A iniciativa foi incluída no orçamento de 2026 pela primeira-ministra Giorgia Meloni e passa a valer já na atual janela de transferências de inverno do Hemisfério Norte.
Na prática, os clubes poderão diluir os ganhos de capital em seus balanços, evitando que grandes valores sejam registrados em apenas uma temporada e que haja impacto financeiro negativo em um ano com pouca negociação de jogadores.
O objetivo é reduzir o impacto tributário imediato e permitir que os recursos sejam utilizados de forma mais equilibrada para despesas com pessoal esportivo.
Contexto
Na Espanha e em outros países, os lucros das transferências são reconhecidos integralmente na mesma temporada em que o jogador é vendido.
A mudança na Itália cria uma diferença significativa na forma de contabilização, com potencial de alterar a gestão financeira dos clubes da Série A, além de outras modalidades profissionais.
A notícia, divulgada pelo diário ItaliaOggi, de Milão, e deve se tornar um fator relevante nos orçamentos das entidades esportivas italianas.
Regras
Para se beneficiar da medida, os clubes precisam atender a alguns requisitos. O principal é que o jogador negociado esteja registrado no clube há pelo menos dois anos. A regra vale para todas as entidades esportivas profissionais do país, não apenas para o futebol.
Com isso, o governo busca oferecer maior flexibilidade na gestão dos recursos provenientes de transferências, permitindo que os clubes tenham mais previsibilidade no planejamento financeiro.
