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Futebol / Gestão

Juventus encerra primeiro semestre da temporada com prejuízo de € 119 milhões

Clube reduziu 8% da folha salarial, que ainda é principal despesa, com gasto de € 168 milhões

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 25/02/2022, às 10h12 - Atualizado às 10h16

Folha de pagamento é principal despesa da Juventus na atual temporada - Reprodução / Instagram (@juventus)
Folha de pagamento é principal despesa da Juventus na atual temporada - Reprodução / Instagram (@juventus)

A Juventus terminou o primeiro semestre da temporada 2021/2022, encerrado em 31 de dezembro, com prejuízo de € 119 milhões. Durante o período, a equipe de Turim teve uma redução de 13,6% no volume de negócios. As receitas foram de € 223 milhões.

Do montante de receitas, € 106,3 milhões vieram da venda de direitos de transmissão ou 47,7% do total. Nesse segmento, houve uma queda de arrecadação de € 38,8 milhões, o que ajudou a aumentar o prejuízo da entidade esportiva.

Nos seis meses iniciais da temporada, os únicos itens que tiveram aumento foram com patrocínio (158%) e publicidade (2,4%).

Por conta da queda na arrecadação, a Juventus reduziu os gastos com folha salarial em 8%. Essa despesa, porém, permanece sendo a mais alta do clube, com valor de € 168 milhões. A saída de jogadores como Cristiano Ronaldo (Manchester United) e Aaron Ramsey (emprestado ao Rangers) contribuíram para essa queda.

Em janeiro, já fora do período do balanço, a Juventus desonerou ainda mais a folha de pagamento com a venda do uruguaio Rodrigo Bentancur e o empréstimo do sueco Dejan Kulusevski, com opção de compra, ambos para o Tottenham.

A projeção do clube italiano é que os resultados da atual temporada continuarão negativos ainda como reflexo das perdas econômicas geradas pela pandemia de Covid-19.

O clube espera voltar a trabalhar no azul no segundo semestre deste ano, como resultado de medidas de racionalização de custos e recuperação de receitas.

Vale lembrar que, no final de agosto, a Assembleia Geral de acionistas da Juventus aprovou por unanimidade um aumento de capital estimado em € 400 milhões para “fazer face aos impactos econômicos significativos da Covid-19”.