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Futebol / Sucesso instantâneo

Loja lotada, muito conteúdo, seguidores e até patrocínio novo: o dia 1 de Messi no PSG

Erich Beting Publicado em 12/08/2021, às 12h44

Imagem Loja lotada, muito conteúdo, seguidores e até patrocínio novo: o dia 1 de Messi no PSG
Divulgação / PSG

Dois dias de loucura em Paris. Foi assim que o Paris Saint-Germain resumiu, em um vídeo, o que foi a apresentação de Lionel Messi como reforço do clube para a temporada 2021/2022. Contratação de maior impacto da história do time francês, Messi chega para complementar o projeto do governo do Catar de tornar o PSG “internacionalmente reconhecido como uma marca global líder no mundo do esporte, lazer e entretenimento”.

Um plano que teve início em 2011, no momento em que o clube foi comprado pelo fundo soberano Qatar Sports Investments (QSI), mas que passou a ganhar novas proporções em 2017, quando Neymar e Mbappé foram anunciados como reforços do time, em investimentos que somaram mais de US$ 400 milhões à época. Já naquele movimento, o PSG ganhou o status de clube internacional. Com Messi, porém, a ideia é conseguir o tão sonhado título da Champions League.

Para isso, no entanto, será preciso jogar. E muito. Na última terça-feira (10), Messi chegou a Paris para assinar o contrato. Na quarta-feira (11), foi apresentado oficialmente com a camisa de número 30 às costas. E, nesta quinta-feira (12), já foi a campo para treinar. O objetivo, como ele mesmo resumiu, é “ganhar de novo a Champions League. E aqui é o lugar certo para isso”.

Divulgação / PSG

Mas para Nasser Al Khelaifi, presidente do PSG, a meta esportiva também é acompanhada por uma meta econômica. Na entrevista coletiva em que apresentou Messi, o dirigente afirmou que o mundo “ficará surpreso” com o impacto econômico que será gerado pela chegada do argentino ao clube. “Espero que ele não peça um aumento de salário”, brincou Al Khelaifi, durante a conferência.

A julgar pelo que foi o dia 1 das ações comerciais e de marketing com a oficialização de Messi, Khelaifi terá de pagar mais a seu maior astro. Em apenas sete minutos, esgotaram-se as 150 mil camisas com o nome e o número do argentino às costas que foram colocadas à venda pelo PSG em sua loja on-line. No espaço físico localizado no Estádio Parque dos Príncipes, filas enormes se formaram, gerando outras centenas de milhares de vendas.

Internacionalmente, o reflexo poderá ser medido nos próximos meses, mas o aperitivo já é dado pelo caso brasileiro. A varejista Centauro divulgou que a busca pelos termos PSG e Paris Saint-Germain em seu site mais do que dobrou nos últimos dias, chegando muito próximo do que foi a procura pelo time quando se classificou, no ano passado, para a final da Champions League.

Obviamente Messi não compensará os custos de sua contratação apenas com a venda de camisas. Mas o que o PSG busca com o astro argentino no campo dos negócios é trazer ainda mais notoriedade para o clube. Para isso, a estratégia adotada foi a de transformar a apresentação do novo camisa 30 em um megaevento digital.

Desde a terça-feira (10), vídeos curtos foram sendo publicados nas contas do clube nas redes sociais. Isso foi colocando o PSG no topo dos assuntos mais comentados do universo digital e angariando novos seguidores para as contas. Depois que Messi tirou foto e gravou vídeos trajando o uniforme de jogo, porém, os números saltaram a proporções enormes, superando até mesmo o que havia sido, em 2018, o frenesi pela chegada de Cristiano Ronaldo à Juventus.

Para se ter uma ideia, a conta do PSG no Instagram, que tinha quase 20 milhões de seguidores na terça-feira, pulou para 45 milhões nesta quinta-feira. E contando...

Ainda parece improvável conseguir ultrapassar os 102 milhões de fãs do Real Madrid ou os 100 milhões do Barcelona, os dois clubes mais populares do mundo. Mas só o efeito inicial causado por Messi fez o time francês deixar para trás Chelsea, Liverpool e Manchester United, e ainda encostar na Juventus no Top 3 de seguidores. O clube de CR7 tem pouco mais de 50 milhões de seguidores na rede.

Divulgação / PSG

O sucesso no digital deve ser direcionado, em breve, para a geração de novos negócios. Enquanto isso não acontece, porém, até mesmo patrocinador novo foi anunciado pelo PSG. A marca de apostas Playbetr fechou um acordo para ser parceira oficial do clube na região da América Latina, que ganha ainda mais protagonismo com a chegada do craque argentino.

Messi ainda nem entrou em campo pelo PSG. Mas é bem possível que, após dez anos, o Qatar Sports Investments tenha finalmente encontrado o gênio da lâmpada para atender ao desejo que o governo do Catar queria. E justamente a pouco mais de um ano da Copa do Mundo que será realizada no país do Oriente Médio.