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Mais rico, futebol brasileiro volta a decidir Libertadores

por Redação
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Com Santos e Palmeiras classificados nesta semana, o futebol brasileiro voltou a ter dois representantes na decisão da Libertadores após 14 anos. Quando Internacional e São Paulo disputaram o título de 2006, a segunda final brasileira consecutiva, houve a impressão de um domínio nacional na competição sul-americana. Não foi o caso. Mas após anos de evolução nas finanças das equipes nacionais, o cenário parece finalmente se concretizar.

As principais equipes do país passaram por uma revolução na última década. Segundo levantamento da Pluri Consultoria, os clubes tiveram um crescimento de 250% nas contas entre 2010 e 2019, um valor três vezes superior à inflação oficial (IPCA).

Mesmo nos últimos cinco anos, período em que o país entrou em recessão econômica e o futebol perdeu parte da atenção do mercado no período pós-Copa do Mundo, o crescimento no faturamento somado foi de 63%, mais do que o dobro da inflação.

Na prática, essa evolução resultou também em títulos da Libertadores. Após a final brasileira de 2006, apenas o Internacional venceu o torneio na década de 2000, com a conquista de 2010. Foram três taças da Conmebol que desembarcaram no país durante o período.

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Santos fez 3 a 0 no Boca Juniors e se classificou para a decisão da Libertadores (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
Santos fez 3 a 0 no Boca Juniors e se classificou para a decisão da Libertadores (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
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Na década de 2010, o cenário mudou. Com a conquista de Palmeiras ou Santos na Libertadores de 2020, o país somará seis título do torneio na década. Consolidará, portanto, o domínio na competição nesse período, simbolizado pelo duelo brasileiro no Maracanã neste ano.

Entre os times mais ricos do sul da América, somente Boca Juniors e River Plate estariam entre os principais clubes brasileiros. Foram justamente os dois semifinalistas eliminados por Santos e Palmeiras nesta semana, além de terem protagonizado a última final do torneio entre duas agremiações de um mesmo país, em 2018.

Segundo dados levantados pela EY, o Boca Juniors só perderia nas finanças para Flamengo, campeão de 2019, e Palmeiras, finalista de 2020, a considerar os clubes brasileiros. Com receita de R$ 540 milhões em 2019 e dívida pouco significativa, de R$ 53 milhões, o gigante argentino ganha fôlego para enfrentar os rivais do país vizinho. Com R$ 331 milhões de receita, o River Plate também estaria entre os dez mais ricos do Brasil.

Mas a comparação com times brasileiros, na parte financeira, se encerra com os dois argentinos, que mantêm distância de seus rivais sul-americanos. Se o futebol seguir a lógica do dinheiro, e normalmente ele segue, a década de 2020 será de uma Libertadores cada vez mais próxima de um Brasileirão, com a constância presença de dois fortes convidados.

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