O Manchester United divulgou os resultados financeiros referentes à temporada 2025/2026 e registrou uma receita total recorde de £ 677,6 milhões, superando os £ 666,5 milhões obtidos no ano anterior. O resultado, porém, foi acompanhado por prejuízo pelo sétimo ano consecutivo, dessa vez de £ 43 milhões.
O relatório publicado pelo clube indica uma reversão do cenário operacional do ano anterior. A equipe teve lucro operacional de £ 22,6 milhões, superando o prejuízo de £ 18,4 milhões do ano passado. De acordo com o próprio clube, a variação reflete os benefícios de programas de redução de custos e de pessoal implementados previamente, aliados à melhoria de desempenho esportivo na Premier League.
Apesar da recuperação na linha operacional, os Red Devils tiveram prejuízo líquido maior do que os £ 33 milhões do ciclo fiscal passado. O aumento no prejuízo se deu principalmente pelo crescimento das despesas financeiras líquidas, que passaram de £ 21,2 milhões para £ 69,6 milhões, 228,3% a mais.
O United tem dívidas em dólar, mas apresenta as contas em libras. Com a libra valendo menos frente ao dólar, a dívida ficou mais cara na conversão, o que gerou uma perda de £ 10 milhões. Em 2025, o efeito foi o oposto: a oscilação do câmbio rendeu ganho de £ 22,9 milhões. Segundo o clube, essa virada explica principalmente o aumento das despesas financeiras.
“Embora esses resultados confirmem que estamos na trajetória certa, continuaremos a adotar uma abordagem disciplinada para garantir que nossas finanças permaneçam sustentáveis”, avaliou Omar Berrada, CEO do Manchester United.
“Nossa outra principal área de foco é o plano para desenvolver um novo estádio com capacidade para 100 mil pessoas. Agora concluímos o marco importante de garantir as terras que farão parte da localização proposta do novo estádio”, completou.
Divisão
Os direitos de transmissão foram os principais responsáveis pela alta no faturamento, gerando £ 206,8 milhões. O crescimento de 19,6% nesta linha foi impulsionado pela terceira colocação da equipe na Premier League, que compensou a ausência em competições da Uefa.
A área comercial, por outro lado, sofreu uma retração de 4,8% e fechou o ano em £ 317,3 milhões. A queda decorreu principalmente da receita de patrocínio, afetada pelo fim do contrato de uniforme de treino com a Tezos, o que foi parcialmente compensado pelo crescimento no varejo e licenciamento.
A receita com dias de jogo, o “matchday”, totalizou 153,5 milhões de libras, uma redução de 4,2% motivada pela realização de dez partidas a menos em casa. A demanta por ingressos gerais e hospitalidade compensou parcialmente a queda.
Mesmo tendo resultado negativo mais uma vez, o Manchester United prevê um novo recorde de receitas no exercício de 2027. A projeção é que a volta à Champions League faça com que o clube tenha faturamento de até £ 760 milhões.
