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Futebol / Patrocínio

Marcas chinesas tomam conta de Euro e Copa América

Redação Publicado em 14/06/2021, às 11h04

Imagem Marcas chinesas tomam conta de Euro e Copa América
Marquinhos, do Brasil, dá entrevista com o backdrop ocupado pelas chinesas TCL e Kwai
Reprodução/SBT

Desde a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o mercado de patrocínio a grandes eventos esportivos tem sofrido uma mudança significativa. Impulsionadas pelo escândalo de corrupção deflagrado nos EUA e que abalou todo o corpo diretivo da Fifa, marcas tradicionais foram saindo da entidade e deram espaço para que empresas da China ocupassem as lacunas deixadas por companhias como Sony, Castrol, Continental e Johnson & Johnson.

Agora, com a disputa da Euro e da Copa América simultaneamente pela primeira vez, mais uma vez quem tem aparecido são as marcas chinesas. No torneio europeu de seleções, Hisense e Vivo, que também estavam na Copa de 2018, ganharam a companhia de Alipay e TikTok, gigantes do e-commerce e das redes sociais chinesas que cresceram absurdamente nos últimos meses durante a pandemia.

Na América do Sul, a Copa América, que começou neste domingo (13), traz praticamente apenas marcas chinesas nos painéis de publicidade ao redor do gramado: TCL, Kwai e o laboratório Sinovac, responsável por enviar um lote de 50 mil vacinas contra a Covid-19 para a Conmebol.

A diferença entre os patrocinadores dos dois países mostra, também, a diferença de tamanho dos mercados consumidores dos dois campeonatos. A Hisense aposta há mais de dez anos em patrocínio esportivo, assim como a fabricante de telefones Vivo. Já TikTok e Alipay são hoje marcas consolidadas globalmente, que têm usado a Euro para ampliar a relação com o público global do torneio europeu.

Na América do Sul, a “invasão chinesa” acontece também por casualidade. Com a polêmica troca de sede da Copa América, Mastercard, Ambev e Diageo, patrocinadoras do torneio, desistiram de ter exposição de marca nos jogos. Assim, apenas as empresas chinesas e a casa de apostas Betsson têm se revezado nos painéis de LED.

A decisão dos chineses em aparecer tem relação direta com o que eles esperam do patrocínio: tornar suas marcas mais conhecidas para um público novo. Tanto TCL quanto Kwai têm mirado esforços no mercado sul-americano, enquanto a Sinovac aproveitou-se do descontrole da pandemia na região para reforçar sua marca.