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Futebol / Investimentos

Pacaembu usa XP em busca por naming right

Erich Beting Publicado em 06/11/2020, às 10h15

Imagem Pacaembu usa XP em busca por naming right

A Allegra Pacaembu, nova administradora do estádio paulistano, se uniu à XP para conseguir vencer uma "barreira" no mercado: a busca por empresas interessadas em conseguir naming rights para o icônico estádio. O fundo de investimentos foi contratado para realizar todo um estudo de viabilidade econômico-financeira do projeto do Pacaembu e, nesse processo, acabou assumindo também uma função de "abrir portas" do complexo para o mercado.

"A XP está nos assessorando na estratégia de investimentos e na parte financeira do projeto do Pacaembu. E a XP hoje fala com todas as empresas e marcas. A facilidade de já estar nessa conversa com eles nos trouxe essa oportunidade. Um dos aspectos que é muito positivo é que o processo de vendas é muito diferente do que o mercado praticou nas últimas negociações de naming right", disse Paula Foster, head de conteúdo da Allegra Pacaembu, para a Máquina do Esporte.

Por conta do modelo de concessão do estádio, os nomes Paulo Machado de Carvalho e Pacaembu precisam ser mantidos. Assim, qualquer empresa que feche um contrato, manterá os dois nomes nele, além da própria marca em questão. A ideia do projeto da XP com a Allegra, assim, é setorizar o patrocínio, criando o sector rights, com o batismo de setores do estádio, como fez o Benfica no Estádio da Luz.

"Cada marca tem um cenário diferente, uma relação diferente com a gente. É a partir do interesse delas e do alinhamento de propósito com o que a gente quer que vamos avaliar as ofertas. A gente não tem uma arena no Brasil equivalente com o sector rights porque as arenas que têm contrato têm usos mais definidos. A gente tem um complexo de múltiplas possibilidades. Tem o campo, outros esportes, tênis, quadra poliesportiva, piscina, agora a arena de e-Sports. O Pacaembu é um complexo que é muito democrático. É um equipamento público, que está aberto ao público. A gente quer criar oportunidades para a população ficar mais tempo criando experiências, resgatando os pilares de cultura e lazer que se perderam ao longo do tempo de uso do Pacaembu", complementou Paula.

Até agora, mais de 50 empresas conversaram com a Allegra e a XP. De acordo com Paula, algumas têm evoluído as negociações. Apesar de já buscar o mercado, o Pacaembu deve ser reaberto totalmente apenas daqui a dois anos. Como o estádio foi usado para hospital de campanha durante a pandemia, a Allegra remodelou o projeto para acelerar obras agora que o estádio foi entregue à concessionária.