O Palmeiras encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro acumulado de R$ 157,4 milhões, revertendo o cenário de déficit de R$ 124 milhões registrado até junho.
O resultado representa uma recuperação financeira importante do clube no até setembro, impulsionada principalmente pelo aumento das receitas operacionais e pelo desempenho financeiro no período.
Perdas e ganhos
De acordo com o balancete referente aos nove primeiros meses do ano, o clube acumulou receita operacional líquida de R$ 902,7 milhões, enquanto as despesas operacionais totalizaram R$ 976 milhões.
O resultado operacional ficou negativo em R$ 73,2 milhões, mas foi compensado por um resultado financeiro positivo de R$ 34,5 milhões, levando o exercício a registrar déficit acumulado de R$ 38,7 milhões até setembro.
Ainda assim, o lucro de R$ 157,4 milhões obtido no mês permitiu que o Palmeiras encerrasse o período com saldo positivo no acumulado do ano.
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Receitas
Os direitos de transmissão seguem como uma das principais fontes de receita do Palmeiras em 2026. Até setembro, o clube arrecadou R$ 168,2 milhões com esse item. Patrocínios e publicidade aparecem logo atrás, responsáveis por R$ 161,4 milhões.
Outra frente importante foi a categoria de rendas diversas, que somou R$ 374,3 milhões no acumulado do ano. O programa Avanti gerou R$ 54,9 milhões, enquanto a arrecadação de jogos alcançou R$ 42,9 milhões. Premiações renderam R$ 18,9 milhões e o licenciamento de marca acrescentou mais R$ 26,1 milhões ao faturamento.
Os números mostram evolução em relação ao primeiro semestre. Até junho, o Palmeiras havia arrecadado R$ 432,3 milhões e registrava desempenho abaixo das metas orçamentárias, especialmente em rendas diversas, o que contribuía para o déficit acumulado naquele momento.
Despesas

A operação do futebol continua concentrando os principais gastos do clube. Os desembolsos com pessoal e encargos sociais alcançaram R$ 350,7 milhões até setembro. As despesas com direitos de imagem somaram R$ 110,4 milhões.
Também pesaram no orçamento a amortização dos direitos econômicos de atletas, que atingiu R$ 235,3 milhões, e os gastos com vendas de jogadores, que chegaram a R$ 95,8 milhões. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 138,1 milhões.
No balanço divulgado em agosto pelo clube, referente ao primeiro semestre, o resultado operacional era negativo em R$ 175,7 milhões, reflexo principalmente do elevado custo do elenco profissional e dos pagamentos pela contratação de jogadores.
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Dívida
O passivo total do Palmeiras alcançou R$ 1,677 bilhão ao final de setembro. Desse montante, R$ 900,6 milhões estão classificados no curto prazo (passivo circulante) e R$ 776,3 milhões no longo prazo (passivo não circulante).
As maiores obrigações estão concentradas em contas a pagar, que somam R$ 765,7 milhões considerando curto e longo prazo, além das antecipações de contratos, que totalizam R$ 511,8 milhões.
O clube também possui compromissos ligados a luvas, direitos de imagem, encargos trabalhistas e financiamentos.
Apesar do elevado nível de endividamento, o patrimônio líquido do Palmeiras chegou a R$ 530,3 milhões em setembro, acima dos R$ 444,9 milhões registrados em junho, refletindo a melhora dos resultados ao longo do terceiro trimestre.
Conclusão
Com receita operacional líquida próxima de R$ 903 milhões nos nove primeiros meses do ano e lucro acumulado após o prejuízo registrado no primeiro semestre, o Palmeiras encerra setembro com perspectivas econômicas mais positivas do que no primeiro semestre.
O clube já está na final da Libertadores e joga a semifinal da Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, ainda disputa ponto a ponto do título com o Flamengo. Essa reta final de temporada gera boas perspectivas de ganhos financeiros com match day, direitos de transmissão e premiação.
Por outro lado, com a Medida Provisória do governo federal que proibiu a atuação das casas de apostas no Brasil, o Palmeiras perdeu o patrocínio máster da Sportingbet e ainda não arrumou um substituto para o final da temporada.
Assim, para o bom desempenho econômico no último trimestre, a equipe precisará se apoiar também em outras formas de arrecadação, como patrocínios e sócio-torcedor.
