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Futebol / Gestão

Por unanimidade, Alejandro Domínguez é reeleito presidente da CONMEBOL

Brasileiro Fernando Sarney manteve cargo de representante sul-americano na FIFA

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 01/04/2022, às 10h36 - Atualizado às 10h38

Paraguaio Alejandro Domínguez, de 50 anos, foi reeleito presidente da CONMEBOL, com mandato até 2027 - Divulgação / CONMEBOL
Paraguaio Alejandro Domínguez, de 50 anos, foi reeleito presidente da CONMEBOL, com mandato até 2027 - Divulgação / CONMEBOL

O paraguaio Alejandro Domínguez, de 50 anos, foi reeleito por unanimidade como presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) nesta sexta-feira (1), no 75º Congresso Ordinário da entidade realizado em Doha, no Catar. O dirigente ficará no cargo até 2027. O equatoriano Francisco Egas, o argentino Claudio Tapia e o chileno Pablo Milad ocupam a primeira, segunda e terceira vice-presidências, respectivamente.

“A casa está em ordem. Há gestão profissional, transparência administrativa e solidez institucional. Agora é hora de sair e conquistar o mundo, para alcançar as maiores glórias esportivas, a nível de clubes e seleções”, afirmou o dirigente, referindo-se à Copa do Mundo que não é conquistada pelo continente há 20 anos e o Mundial de Clubes da FIFA, que não vai para a América do Sul há 10 anos.

Também no congresso, o brasileiro Fernando Sarney, de 66 anos, filho do ex-presidente José Sarney, foi reeleito representante perante a FIFA, função na qual acompanha Domínguez, o colombiano Ramón Jesurún, a equatoriana María Sol Muñoz e o uruguaio Ignacio Alonso.

Além disso, o colombiano Fernando Castillo ocupará a presidência da Comissão de Conformidade e Auditoria da CONMEBOL, enquanto o peruano Fernando Corcino será membro da Comissão de Apelações.

Domínguez prometeu ainda investimento para desenvolver o futebol entre as mulheres na América do Sul. Uma das promessas é o aumento da premiação da Libertadores feminina. Hoje, o time campeão do torneio feminino recebe um décimo da premiação do vencedor da competição masculina.

Outro trunfo do dirigente é a aproximação com a UEFA, decisiva para barrar as pretensões da FIFA de promover uma Copa do Mundo de seleções a cada dois anos. Por conta da união das entidades que comandam o futebol sul-americano e europeu, foi ressuscitada a disputa entre o campeão da Copa América (Argentina) e o vencedor da Euro (Itália). Apelidada de Finalíssima, a disputa será daqui dois meses, em 1º de junho, no Estádio de Wembley, em Londres.

A aliança também inclui outras competições, intercâmbio de arbitragem e treinamento em diversas áreas.

Em seu discurso, Domínguez também destacou o aumento da premiação distribuída em diferentes competições, passando de US$ 71,9 milhões em 2015 para US$ 244,36 milhões neste ano. O aumento da arrecadação aconteceu, em grande parte, com melhores negociações de direitos de mídia dos torneios, que hoje chegam a 201 países e territórios.

No congresso, o dirigente também lembrou a recuperação de cerca de US$ 128 milhões que haviam sido desviados em gestões anteriores e que retornaram aos cofres da entidade.