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Futebol / Mídia

Premier League rompe contrato de direitos de transmissão com TV russa

Entre as principais ligas europeias, decisão foi seguida pela Ligue 1, mas não pela LaLiga

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 09/03/2022, às 09h38

Na rodada do último fim de semana, a Premier League demonstrou apoio aos ucranianos em todos os jogos - Reprodução / Twitter (@premierleague)
Na rodada do último fim de semana, a Premier League demonstrou apoio aos ucranianos em todos os jogos - Reprodução / Twitter (@premierleague)

A Premier League foi mais uma grande instituição do esporte mundial a tomar uma decisão relacionada à guerra iniciada pela Rússia na Ucrânia. Nesta terça-feira (8), a liga inglesa rompeu o contrato de direitos de transmissão do torneio com a Rambler (que transmitia as partidas no serviço de streaming Okko Sport), agora ex-parceira em território russo. Com isso, os jogos da Premier League deixarão de ser exibidos no país comandado por Vladimir Putin.

A decisão foi tomada em uma reunião de acionistas em Londres após os 20 clubes que disputam a liga na atual temporada concordarem com o rompimento. A Associação de Futebol (FA), órgão regulador do futebol inglês, seguiu o exemplo com a retirada dos direitos para a FA Cup, enquanto a Liga Inglesa de Futebol (EFL), que supervisiona da segunda à quarta divisões do futebol do país, retirou o acesso ao iFollow e a outros streamings na Rússia.

A Premier League ainda decidiu doar £ 1 milhão para apoiar o povo da Ucrânia.

“A Premier League condena veementemente a invasão da Ucrânia pela Rússia. Apelamos à paz, e os nossos pensamentos estão com todos os impactados. A doação de £ 1 milhão do Reino Unido será feita ao Comitê de Emergência de Desastres (DEC) para entregar ajuda humanitária diretamente aos necessitados”, afirmou a liga, em um comunicado oficial.

O comunicado, no entanto, não revelou nada sobre o acordo com a Match TV, de propriedade da empresa estatal russa de gás Gazprom, que, a princípio, assumirá os direitos de transmissão a partir da próxima temporada (2022/2023) em um contrato de seis anos.

O governo britânico endossou a decisão da Premier League.

“Isso é absolutamente a coisa certa a fazer, e apoiamos totalmente a decisão da Premier League de parar de transmitir partidas na Rússia em resposta à invasão bárbara e sem sentido da Ucrânia por Putin. A Rússia não pode legitimar sua guerra ilegal por meio do esporte e da cultura, e devemos trabalhar juntos para garantir que Putin permaneça um pária no cenário internacional”, disse Nigel Huddleston, ministro do esporte do Reino Unido.

Além da Premier League, outra das grandes ligas europeias a romper um acordo de direitos de transmissão com a mídia russa foi a francesa Ligue 1. A Liga de Futebol Profissional (LFP) rescindiu com a Match TV, que havia iniciado a exibir a primeira divisão francesa nesta temporada em um contrato de três anos.

A espanhola LaLiga, porém, optou por continuar sua parceria de transmissão na Rússia com a Telesport. Em vez de romper o contrato, a liga planeja deixar claro aos telespectadores do país que se opõe fortemente à invasão russa da Ucrânia.

A mensagem, entretanto, não será vista na China, de acordo com o jornal americano The New York Times. Segundo a publicação, a LaLiga decidiu não incluir sua postura antiguerra na televisão chinesa “por medo de perturbar seus parceiros de transmissão”. Vale destacar que a Premier League, por exemplo, não deixou de exibir mensagens pró-Ucrânia na China, o que levou o país asiático a suspender as transmissões dos jogos da liga inglesa por lá.