Pular para o conteúdo

Pressão sobre Infantino aumenta após vazamento de “segundo salário” de US$ 1,76 milhão na Copa 2026

Presidente da Fifa teria recebido pagamento não declarado publicamente, o que fere os estatutos da entidade

Gianni Infantino, presidente da Fifa, faz sinal a torcedores, durante a final da Copa do Mundo 2026 - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

Gianni Infantino, presidente da Fifa, faz sinal a torcedores durante a final da Copa do Mundo de 2026 - Reprodução / Instagram (@gianni_infantino)

⚡ Máquina Fast
  • Presidente da Fifa Gianni Infantino recebeu US$ 1,76 milhão não declarado do comitê da Copa do Mundo 2026.
  • Fifa nega irregularidades e afirma que remunerações são auditadas e seguem regulamentações fiscais.
  • Infantino enfrenta pressão política, mas mantém apoio de América do Sul e África e não cogita renúncia.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta pressões crescentes no cenário político do esporte após a revelação de que recebeu um pagamento não declarado publicamente de US$ 1,76 milhão do comitê responsável por organizar e executar a Copa do Mundo 2026.

As informações foram levantadas a partir de declarações fiscais registradas nos Estados Unidos e divulgadas pelo jornal britânico The Times. De acordo com o levantamento do veículo, o montante soma-se ao salário oficial de US$ 5,1 milhões reportado no balanço financeiro da federação referente a 2024.

A ausência da remuneração extra no relatório anual da entidade gerou questionamentos sobre o cumprimento dos estatutos da Fifa, que estabelece que a compensação individual do presidente, dos membros do conselho e do secretário-geral deve ser tornada pública.

Outros executivos envolvidos com a gestão da FWC2026, o comitê organizador, como o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, e o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, não receberam pagamentos extras da organização norte-americana.

Em resposta às alegações financeiras, um porta-voz da federação internacional negou irregularidades e defendeu a transparência dos processos contábeis.

“A Fifa não paga um segundo salário ao presidente da Fifa e cumpre todos os requisitos de relatórios em relação à remuneração. A remuneração anual do presidente da Fifa, bem como outros benefícios contratuais, são decididos pelo subcomitê de remuneração independente”, disse.

“A Fifa rejeita veementemente quaisquer alegações de que não tenha divulgado qualquer informação financeira e tenha violado os estatutos da Fifa. As contas da Fifa são auditadas de forma independente, e todas as declarações estão em linha com as regulamentações fiscais na Suíça, nos Estados Unidos e em outros lugares”, completou.

Encontro

A comunicação oficial da entidade também reforçou a atenção voltada aos compromissos institucionais imediatos de sua liderança. Na quinta-feira (15), a entidade realizará um encontro em Zurique, na Suíça, em que reunirá Infantino e os outros 36 membros do Conselho pela primeira vez desde as movimentações do presidente na tentativa de privatizar parcialmente os torneios geridos pela organização.

Apesar do desgaste e da perda de apoio político na Uefa e em associações da Ásia e da América do Norte, o dirigente recusa a possibilidade de renúncia e conta com o suporte das federações da América do Sul e da África para garantir sua permanência no poder.

As próximas eleições da entidade ocorrerão em março do ano que vem, e os eventuais candidatos possuem até o dia 18 de novembro para oficializar a intenção de concorrer ao pleito. Até o momento, nenhum adversário despontou com viabilidade política para desafiar a gestão atual.