A Uefa anunciou nesta segunda-feira (23) a suspensão provisória do meia-atacante Gianluca Prestianni, do Benfica, após ser acusado de racismo pelo atacante Vini Jr. durante jogo de ida dos playoffs da Champions League entre Benfica e Real Madrid.
Segundo o brasileiro, o jogador argentino lhe dirigiu insultos racistas na vitória por 1 a 0 da equipe madrilense, em Lisboa. Prestianni perderá o jogo de volta com o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, nesta quarta-feira (25).
Segundo a Uefa, o atleta ainda pode pegar um período mais alongado de gancho, a depender do processo que examina o caso, que está em andamento.
A entidade que comanda o futebol europeu designou um inspetor de ética e disciplina para investigar o caso. Ao proferir os supostos insultos raciais, Prestianni puxou a camisa para que sua fala não pudesse ser captada através de leitura labial.
“A medida não prejudica qualquer decisão que os órgãos disciplinares da Uefa venham a tomar posteriormente após a conclusão da investigação em andamento e seu respectivo encaminhamento aos órgãos disciplinares da Uefa”, destacou a Uefa, em comunicado.
A federação europeia também prometeu divulgar novas informações sobre o caso “oportunamente”.
Incidente
O jogo Benfica x Real Madrid ficou paralisado por cerca de dez minutos após Vini Jr. marcar o gol da vitória da equipe espanhola no segundo tempo de jogo. O jogador comemorou o gol dançando ao lado da bandeirinha de escanteio.
Prestianni, então, teria dito insultos racistas. Vini Jr. imediatamente acionou o árbitro francês François Letexier, que acionou o protocolo contra o racismo da Fifa.
A partida ficou mais de dez minutos paralisada. O brasileiro foi apoiado por Tchouaméni e Mbappé, seus companheiros de equipe.
Os dois jogadores franceses do Real Madrid, depois da partida, em entrevista à imprensa, endossaram a acusação contra Prestianni, dizendo que também haviam escutado os insultos racistas que teriam sido feitos pelo jogador do Benfica.
Benfica
O clube português, que apoiou seu jogador, divulgou nota oficial nesta segunda-feira (23), comentando a decisão.
“O clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da Uefa, mesmo se dificilmente os prazos em causa terão qualquer efeito prático para o jogo da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões”, afirmou a equipe lisboeta.
O Benfica lembrou o maior nome da história do clube para afirmar ser contra o preconceito racial. O time divulgou que mantém “seu compromisso inabalável no combate a qualquer forma de racismo ou discriminação, valores que fazem parte da sua identidade histórica e que se refletem na sua ação quotidiana, na sua comunidade global, no trabalho da Fundação Benfica e em figuras maiores da história do clube, como Eusébio”.
