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Futebol / LaLiga

Proibição aos patrocínios por casas de apostas na Espanha já tem data

Redação Publicado em 04/11/2020, às 14h38

Imagem Proibição aos patrocínios por casas de apostas na Espanha já tem data

O futebol espanhol está prestes a passar por uma grande mudança. O governo aprovou um decreto real em que proíbe a presença de casas de apostas como patrocinadores de equipes de futebol.

Embora grande parte do conteúdo do decreto real já tivesse sido adiantado, a grande questão era saber quais seriam os prazos para implementar as várias limitações impostas pelo regulamento. Finalmente, o governo deu um prazo de 31 de agosto de 2021 para adaptar os contratos de patrocínio assinados antes de sua entrada em vigor.

Como havia sido previsto, o decreto real afirma que "o patrocínio em camisetas ou equipamentos esportivos não será admitido". Este é o regulamento que mais diretamente afeta o esporte, e em particular o futebol, já que até onze times da Primeira e Segunda Divisão da LaLLiga começaram esta temporada com um agente de apostas como principal patrocinador.

De fato, três clubes assinaram novos acordos apesar do veto iminente: Cádiz CF, que no retorno à Primeira Divisão assinou com a Dafabet para as próximas duas temporadas; Real Betis, com Betway, e RC Espanyol, que tem Betway na frente de sua camisa.


As comunicações comerciais das operadoras de jogos em serviços de mídia audiovisual só podem ser transmitidas entre 1h e 5h da manhã. A regra declara explicitamente que esta limitação também se aplica a transmissões ao vivo de eventos esportivos, equestres ou outros eventos de natureza competitiva.

A ativação através de redes sociais também é limitada. Especificamente, através de seus próprios perfis, os grupos de aposta só podem enviar comunicações para pessoas que seguem as contas ou canais oficiais de um operador, pessoas que expressaram interesse ativo em atividades de jogo e aqueles que já são clientes do operador. As empresas também devem utilizar todos os mecanismos disponíveis para evitar que as mensagens cheguem a menores de idade.

Com relação às atividades de patrocínio, o decreto proíbe explicitamente o uso do nome, marca ou nome comercial de um operador de jogos para identificar uma instalação esportiva ou qualquer centro de entretenimento.