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Futebol / 48 mil é pouco

PSG discute expansão do Estádio Parque dos Príncipes após chegada de Messi

Redação Publicado em 13/08/2021, às 20h21

Imagem PSG discute expansão do Estádio Parque dos Príncipes após chegada de Messi

A chegada de Lionel Messi ao Paris Saint-Germain reacendeu as discussões sobre a reforma do Estádio Parque dos Príncipes. Durante a apresentação do argentino como jogador do PSG no início desta semana, o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, expressou seu desejo de quase dobrar a capacidade do estádio, afirmando que “cada grande clube tem um estádio com 80 mil espectadores hoje em dia”.

A declaração fez com que a mídia francesa fosse procurar entender se o projeto para remodelação do icônico estádio, que abrigará partidas de futebol nos Jogos Olímpicos de 2024, finalmente sairá do papel.

Emmanuel Grégoire, que trabalha na área de urbanismo da capital francesa, disse que “a atratividade e notoriedade do PSG merecem um estádio que ofereça mais lugares para os espectadores”.

Mas Pierre Rabadan, assistente esportivo da prefeitura de Paris, jogou uma ducha de água fria nos planos megalomaníacos dos dirigentes. O funcionário público disse que os trabalhos de expansão só poderão começar após os Jogos de Paris 2024.

Atualmente, o Parque dos Príncipes tem 48 mil lugares, com uma demanda que já supera em muito a disponibilidade, mesmo antes da chegada de um dos jogadores mais famosos do mundo.

Reprodução

Falando a uma publicação francesa, Rabadan disse que as conversas entre a cidade e o clube sobre o crescimento do estádio já vinham acontecendo “há vários meses”.

“Há tópicos técnicos e arranjos organizacionais para o clube que são muito importantes. Há arquitetos trabalhando nas possibilidades que existem para expandir a capacidade do Parque dos Príncipes”, declarou Rabadan.

Ele acrescentou que o projeto seria complexo porque o estádio tem “uma estrutura bastante única, com uma arquitetura muito particular, uma armadura de concreto muito específica com arcos conectados uns aos outros, localizada até a beira da estrada”.

O político disse que os 80 mil assentos propostos podem estar além da capacidade arquitetônica do local atual, dizendo que as discussões realizadas até agora se concentraram em 12 mil assentos adicionais, elevando a capacidade total para 60 mil.

“Tecnicamente, não posso dizer se somos capazes de trazer 80 mil assentos. Parece-me que este não foi o caso nos estudos que vi. Talvez [Al-Khelaifi] tenha tido novas ideias. Sabe, nem sempre nos contam tudo. Há apenas alguns dias atrás, não sabíamos que Messi chegaria”, afirmou o funcionário.

Rabadan disse ainda que não há quase nenhuma chance de que uma reforma seja considerada antes da Olimpíada de 2024.

“Há uma série de estudos que devem ser feitos, que continuam a ser feitos, e uma série de autorizações. Isso deve fazer com que o estádio seja ampliado logo após os Jogos Olímpicos”, finalizou.