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Futebol / Novo dono

Quem é John Textor, o novo dono do Botafogo

Empresário americano fez fortuna recuperando empresas e revendendo após lançar ações na Bolsa

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 24/12/2021, às 17h55

John Textor ficou milionário com o lançamento das ações da fuboTV na Bolsa de Nova York, em 2020 - Divulgação
John Textor ficou milionário com o lançamento das ações da fuboTV na Bolsa de Nova York, em 2020 - Divulgação

Formado em economia, John Textor se tornou conhecido no mercado americano ao criar duas empresas de grande sucesso no mercado da produção cinematográfica e da mídia. Em 2006, o executivo se tornou o principal acionista da Digital Domain, uma empresa de animação digital que, até então, estava próxima à falência. Sob seu comando, a empresa trabalhou em mais de 80 longas-metragens e ganhou 8 estatuetas do Oscar.

Em 2012, depois de a empresa ter se tornado de capital aberto, Textor decidiu deixá-la por não concordar com os rumos que estavam sendo tomados. Então, passou a comandar o Facebank Group, uma empresa desenvolvedora de tecnologias disruptivas para trabalhar com empresas de mídia. Em abril de 2020, o executivo comprou a fuboTV, uma plataforma de streaming especializada na transmissão de esportes ao vivo.

Em outubro de 2020, a fuboTV listada na Bolsa de Valores de Nova York, alcançando um valor de mercado de mais de US$ 8 bilhões, tornando-se um dos IPOs de maior sucesso durante a pandemia. A venda da fuboTV foi o ponto de partida para que Textor, um ex-skatista que quase se tornou profissional nos anos 80, decidisse investir no futebol.

Em agosto de 2021, o executivo comprou 18% do Crystal Palace, da Premier League, por £87,5 milhões. A aquisição de parte do clube inglês fazia parte de um sonho de Textor, que se autodeclara um “fã do Crystal Palace” nas redes sociais desde antes de comprar o clube.

Pouco depois da aquisição do time inglês, Textor ganhou fama em Portugal, onde tentou adquirir uma parte do Benfica. Os planos do investidor americano, porém, acabaram frustrados após grande parte dos torcedores terem se colocado contra a aquisição, que tiraria do clube a autonomia para tomada de decisões. O Conselho do Benfica acabou recusando a entrada de John Textor.

“Claro que estou desanimado por saber, oficialmente, que a direção do Sport Lisboa e Benfica não aprovaria a minha compra de ações. Também estou surpreso que minha oferta para financiar as necessidades de capital do clube, em termos mais favoráveis ​​do que a emissão de títulos proposta, pareceu receber pouca consideração. Não estou surpreso com esta decisão, mas estou desapontado. A oportunidade de se juntar à família do Benfica, que ela própria já tinha convidado o investimento público, seria uma oportunidade única”, disse Textor após o veto do conselho do clube.

O americano já havia declarado que pretendia, com o tempo, listar o Benfica na Bolsa de Valores de Nova York, movimento que acabou enfraquecendo o apoio da torcida do clube português ao negócio.

A frustração da compra do Benfica tem sido compensada com a euforia dos botafoguenses após o anúncio, mesmo que ainda não-oficial, de que houve a assinatura de um acordo para que Textor passe a ser dono do clube. No alvinegro, a princípio, ele terá toda a liberdade para implementar a sua visão de como o clube deveria ser gerido.

Pelo histórico de sucesso do investidor na recuperação e posterior revenda de empresas, o Botafogo pode ser um bom negócio para ele.