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Futebol / Negócios

Raine Group chega a quatro finalistas para venda do Chelsea

Quatro consórcios com participação americana estão na disputa para comprar clube inglês

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 28/03/2022, às 11h10 - Atualizado às 11h14

Chelsea, de Mason Mount e Kai Havertz, deve ser vendido até abril em um negócio que pode chegar perto de £ 3 bilhões - Reprodução / Instagram (@chelseafc)
Chelsea, de Mason Mount e Kai Havertz, deve ser vendido até abril em um negócio que pode chegar perto de £ 3 bilhões - Reprodução / Instagram (@chelseafc)

O Raine Group, banco encarregado de realizar a venda do Chelsea, chegou a quatro finalistas para a negociação. A partir de agora, as ofertas pelo time londrino, atual campeão da Champions League e do Mundial de Clubes da FIFA, serão examinadas com mais detalhes. Segundo fontes do mercado, o negócio pode se aproximar de £ 3 bilhões (US$ 3,94 bilhões).

Stephen Pagliuca, um dos donos do Boston Celtics, da NBA, está entre os quatro finalistas. O bilionário é um dos presidentes do Bain Capital, que também tem participação majoritária na Atalanta, da Itália. Todd Boehly, um dos proprietários do Los Angeles Dodgers, da MLB, a família Ricketts, dona do Chicago Cubs, também da MLB, e Martin Broughton, ex-presidente do Liverpool, em associação com Josh Harris e David Blitzer, acionistas do Crystal Palace, da Premier League, são os outros concorrentes na disputa.

Pagliuca e a família Ricketts foram informados sobre a situação pelo Raine Group na última sexta-feira (25). O banco havia passado a quinta-feira (24) comunicando os concorrentes cujas ofertas não foram aceitas. Só então passou a avisar os licitantes que ainda estavam na disputa. Agora, o banco, com sede em Nova York, examinará os detalhes das ofertas dos finalistas.

Broughton, que é ex-presidente da British Airways, contratou Sebastian Coe, presidente da World Athletics, entidade que comanda o atletismo mundial, para assessorá-lo na negociação. Se Harris e Blitzer comprarem o Chelsea no consórcio com Broughton, teriam que vender suas participações no Crystal Palace. Segundo a Bloomberg, o americano John Textor, que também é dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo e de 40% do time do sul de Londres, deseja aumentar sua participação atual.

O Chelsea busca uma venda rápida após a saída do bilionário Roman Abramovich, que sofreu uma série de sanções do governo britânico por causa de suas ligações com o governo da Rússia e o presidente Vladimir Putin. O processo de negociação deve ser concluído até o final de abril. Por causa disso, o Raine Group não teria aceitado nenhuma oferta com alguma complicação de pagamento.

A família Ricketts possui como aliado Ken Griffin, investidor de fundos de hedge dos EUA, e acredita que sua experiência na reforma do Estádio Wrigley Field, arena do Chicago Cubs, oferece uma vantagem na candidatura, dada a necessidade de reconstrução do envelhecido Estádio Stamford Bridge, do Chelsea.

Porém, o CST, grupo de torcedores do Chelsea, já mostrou preocupação sobre a capacidade da família de administrar “um clube inclusivo e bem-sucedido”. A apreensão ocorre porque Joe Ricketts, patriarca da família, foi acusado de islamofobia em 2019 após o vazamento de uma série de e-mails. A família Ricketts, porém, negou que aceita qualquer tipo de racismo ou ódio.

“É essencial que os novos proprietários do clube tenham a confiança da base de torcedores e demonstrem uma compreensão dos valores que defendemos. É por isso que a força do sentimento dos torcedores do Chelsea em relação à oferta da família Ricketts não pode e não deve ser ignorada. O CST agradece à família Ricketts por se encontrar conosco nesta semana. Nós os desafiamos em todos os pontos sobre os quais os torcedores levantaram preocupações”, afirmou o CST, em comunicado oficial.

Apesar das conversas, o grupo de torcedores do time londrino mantém desconfiança em relação aos americanos. ”No entanto, nossas preocupações sobre sua capacidade de administrar um clube inclusivo e bem-sucedido em nome da nossa base diversificada de torcedores ao redor do mundo ainda não foram dissipadas”.

Roman Abramovich colocou o Chelsea à venda em 2 de março, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O bilionário russo foi sancionado pelo governo britânico em 10 de março, com Downing Street alegando ter comprovado as ligações de Abramovich com Putin.

Com isso, o bilionário russo ficou incapaz de lucrar com a venda do Chelsea. O governo do Reino Unido terá que aprovar uma nova licença para autorizar o negócio, com o dinheiro sendo congelado ou distribuído para fundos de caridade para ajudar as vítimas da guerra na Ucrânia.