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Real Madrid cobra € 80 milhões de clubes ingleses por custos da Superliga

Clube espanhol defende que Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham têm obrigações financeiras com gestora do torneio

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, participa de Assembleia Geral do clube - Divulgação / Real Madrid

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, participa de Assembleia Geral do clube - Divulgação / Real Madrid

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  • Real Madrid cobra até €80 milhões das seis equipes inglesas que deixaram a Superliga Europeia, alegando responsabilidade pelos custos do projeto.
  • Dos 12 clubes fundadores da Superliga, nove abandonaram o projeto logo após seu lançamento, e Barcelona e Juventus saíram posteriormente.
  • O formato da Superliga foi alterado várias vezes e nunca saiu do papel, enquanto Real Madrid prepara a contratação de Bernd Reichart para liderar operações comerciais.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Real Madrid cobra que os seis clubes da Premier League que integraram a fundação da Superliga Europeia paguem uma fatia dos custos de implementação do projeto. De acordo com fontes ligadas ao clube madrilenho, o montante cobrado pode alcançar € 80 milhões.

A diretoria da equipe espanhola avalia que Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham continuam responsáveis pelos valores, mesmo após terem anunciado a desistência da competição em abril de 2021.

Despesa

Os custos de promoção da iniciativa foram cobertos em conjunto por Real Madrid, Barcelona e Juventus. Do grupo inicial de 12 entidades fundadoras, nove abandonaram o projeto dias após o lançamento oficial: as seis equipes da Inglaterra, além de Atlético de Madrid, Milan e Inter de Milão.

Posteriormente, a Juventus comunicou sua saída em 2023, enquanto o Barcelona formalizou seu desligamento em fevereiro de 2026.

Todos os 12 participantes assinaram um acordo de acionistas para a constituição da European Super League Company, holding registrada na Espanha.

“Não vou perder tempo explicando o que é um contrato vinculativo aqui. Mas o fato é que os clubes não podem sair”, afirmou Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, quando houve as primeiras desistências.

A exigência de pagamento depende da interpretação jurídica da cláusula que estabelece o compromisso de possuir e gerir conjuntamente o projeto, avaliando se esse termo engloba obrigações financeiras.

O entendimento interno do clube espanhol aponta que os valores devidos devem ser pagos à European Super League Company. Os clubes ingleses e a agência A22 Sports Management não comentaram as cobranças.

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Formato

A cobrança ocorre paralelamente à preparação do Real Madrid para nomear Bernd Reichart, ex-diretor executivo da A22, como chefe de operações comerciais assim que ele concluir suas atribuições na empresa.

Nos bastidores, a estrutura da competição passou por modificações nos últimos anos. O formato do torneio foi alterado em diferentes ocasiões desde o anúncio inicial.

Em dezembro de 2023, a A22 apresentou uma proposta com 64 equipes divididas em três divisões, com sistema de acesso e rebaixamento e transmissão televisiva gratuita.

Em dezembro de 2024, a proposta mudou para a Unify League, contemplando 96 participantes e quatro divisões. No final de 2025, a A22 enviou notificação formal à Uefa exigindo a pré-autorização da Unify em até oito semanas. Apesar disso, a Superliga Europeia nunca saiu do papel.