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Real Madrid e presidente da LaLiga entram em conflito público sobre arbitragem e gestão do torneio

Javier Tebas defende que clube se diz prejudicado como desculpa para resultados negativos, enquanto equipe vê executivo “obcecado” em o atacar

Lances que geraram reclamações do Real Madrid sobre arbitragem da LaLiga - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Real Madrid acusa presidente da LaLiga, Javier Tebas, de comportamento intolerável e uso inadequado da posição para difamar o clube.
  • Javier Tebas critica a narrativa de perseguição arbitral do Real Madrid, defendendo a independência e a igualdade na arbitragem da liga.
  • Troca de acusações entre Real Madrid e LaLiga expõe tensão institucional sobre arbitragem e gestão do futebol espanhol.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A relação entre o Real Madrid e o presidente da LaLiga, Javier Tebas, voltou a gerar polêmicas após um novo embate institucional. Depois de o clube se sentir prejudicado pela arbitragem na derrota contra o Atlético de Madrid, no domingo (20), iniciou-se um jogo de ataques e respostas entre as partes.

O descontentamento do clube desencadeou uma troca de acusações abertas, envolvendo declarações do executivo nas redes sociais e um comunicado oficial da instituição esportiva. A discussão começou quando Tebas utilizou o X para criticar a postura do clube merengue e de seus canais de comunicação, que haviam atacado a liga em declarações após o jogo.

O presidente da liga espanhola afirmou que o time constrói uma narrativa de conspiração permanente para justificar os resultados em campo e rechaçou as alegações de que o campeonato não teria valor sem a presença do Real Madrid. 

Tebas defendeu a igualdade da competição, afirmando que nenhum participante tem direito a uma arbitragem sob medida e que culpar os juízes serve apenas como pretexto para ocultar as deficiências técnicas da equipe.

“Sustentar que os árbitros estão agindo contra o Real Madrid é viver em outra galáxia. (…) Que tirem a venda dos olhos! Estamos em setembro e já consideram a Liga adulterada. Ninguém com bom senso acredita mais na desculpa de sempre”, publicou.

O Real Madrid reagiu aos comentários publicando uma nota oficial. O clube classificou o comportamento de Tebas como intolerável, o acusou de estar “obcecado” e de utilizar sua posição para difamar a instituição de forma contínua, criticando o fato de o dirigente ter avaliado a estratégia esportiva do time a partir de uma publicação digital.

“Diante desse comportamento inadequado e prolongado, acreditamos que o futebol profissional na Espanha precisa urgentemente de um líder capaz de gerenciá-lo e desenvolver todo o seu potencial, mantendo o princípio fundamental da neutralidade”, defendeu o clube.

“Precisa de alguém que entenda a natureza do seu papel, pois o presidente da LaLiga não é o dono da competição, mas sim um gestor a serviço dos clubes que a compõem e a quem confiam a sua direção. Os clubes precisam de alguém que cumpra essa missão com integridade”, seguiu.

Contra-ataque

Após a divulgação do comunicado, Javier Tebas publicou uma nova resposta direcionada ao clube. O dirigente concordou com a afirmação de que não é o dono da liga, mas ressaltou que o presidente do Real Madrid também não detém esse papel.

Tebas argumentou que a narrativa de perseguição arbitral é alimentada há anos pelos veículos do próprio clube para desviar a atenção de outros problemas e defendeu que sua função exige independência para aplicar as regras de forma equitativa, sem subordinação aos participantes mais poderosos.

“Confundem neutralidade com independência. Se por neutralidade entendem não tomar partido diante de nada, nem sequer entre o que está certo e o que está errado, estão pedindo que eu renuncie à minha responsabilidade”, escreveu.

“A independência exige decidir com critério próprio, sem pressões nem subordinações, aplicando as mesmas regras a todos e defendendo o interesse comum. Isso implica tomar decisões e posicionar-se, ainda que o Real Madrid não goste”, continuou.