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Futebol / Polêmica

Rússia "esquece" proibições e se candidata a sediar Euro em 2028 ou 2032

País está proibido de disputar quaisquer torneio da FIFA ou da UEFA desde a invasão à Ucrânia

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 25/03/2022, às 08h58

Itália, do meia-campista Jorginho, é a atual campeã da Euro - Reprodução
Itália, do meia-campista Jorginho, é a atual campeã da Euro - Reprodução

A Rússia admitiu, nesta quinta-feira (24), o interesse em rivalizar com outros países pelo direito de sediar a Euro 2028, apesar da atual proibição em vigor no futebol internacional por conta da invasão à Ucrânia. A declaração foi dada no mesmo dia em que o país foi eliminado por W.O das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo do Catar 2022 por ter sido proibido pela FIFA e pela UEFA de entrar em campo diante da Polônia.

A quinta-feira (24) era o último dia para que os países interessados apresentassem suas candidaturas. A UEFA divulgou um comunicado logo após o término do prazo no qual revelou as ofertas para 2028 e 2032. Para 2028, além da Rússia, os interessados são Reino Unido e Irlanda (em proposta conjunta) e ainda a Turquia. Já para 2032, além novamente dos russos e também dos turcos, a Itália se mostrou interessada.

“Partimos do fato de que a Rússia está bem-preparada para sediar grandes competições internacionais, possui toda a infraestrutura necessária e experiência na realização de grandes torneios ao mais alto nível. Devemos aproveitar todas as oportunidades para nos comunicarmos com a FIFA e a UEFA, e lutar por todas as chances de sediar grandes torneios”, afirmou Alexander Dyukov, presidente da União Russa de Futebol, órgão que dirige e controla o futebol do país.

“Se não fizermos nada, definitivamente não teremos nada. Percebemos que atualmente as chances diminuíram, mas, se existem, é preciso aproveitá-las”, completou o dirigente.

O interesse demonstrado pelos russos causou repercussão imediata no alta cúpula do futebol europeu. Segundo a agência de notícias AP, fontes importantes da UEFA expressaram preocupação e esperam que as ofertas sejam descartadas o mais rápido possível. Oficialmente, no entanto, a UEFA divulgou um comunicado de certa forma neutro.

“O comitê executivo da UEFA permanecerá de prontidão para convocar novas reuniões extraordinárias, regularmente quando necessário - além de suas reuniões já agendadas de 7 de abril e 10 de maio - para reavaliar a situação jurídica e factual à medida que evolui e adotar outras decisões conforme necessário, incluindo à luz da declaração de interesse manifestada pela União Russa de Futebol para sediar a Euro”, afirmou a entidade.

De acordo com o site britânico SportsPro Media, nos bastidores, a secretária de Estado para digital, cultura, mídia e esporte do Reino Unido, Nadine Dorries, vem trabalhando com seus colegas de outros países para construir uma coalizão internacional com o objetivo de impedir que a Rússia use o esporte para legitimar seu regime de qualquer forma.

Vale lembrar que a Rússia sediou a última edição da Copa do Mundo e se preparava para receber a final da Champions League, maior competição de clubes do mundo, na atual temporada. No entanto, após a invasão à Ucrânia, a UEFA decidiu transferir a decisão, marcada para o dia 28 de maio, de São Petersburgo para Paris, na França.