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Futebol / Bicampeão

Título brasileiro do Atlético-MG consagra modelo de mecenato adotado pelo clube

À beira do colapso financeiro, clube contou com socorro de empresários; título nacional coroa gestão organizada

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 02/12/2021, às 21h22 - Atualizado às 21h24

Vargas e Keno comemoram a conquista do título brasileiro pelo Atlético-MG ao ganhar do Bahia - Divulgação / Atlético-MG
Vargas e Keno comemoram a conquista do título brasileiro pelo Atlético-MG ao ganhar do Bahia - Divulgação / Atlético-MG

Após 50 anos, o Atlético Mineiro voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro. Em uma emocionante virada sobre o Bahia, o Galo fez 3 a 2 e ficou com o título nacional pela segunda vez em sua história. A festa da conquista, inédita para boa parte da torcida, reforça o modelo de gestão que o clube adotou nesta temporada.

Após um período difícil vivido em 2020, com o clube atolado em dívidas e correndo o risco de punição aplicada pela FIFA por não pagar transações de jogadores, o Atlético encontrou sua salvação no quarteto de empresários que se transformaram em “mantenedores” do clube.

O empreendedor Rubens Menin, dono da construtora MRV; seu filho Rafael; o dono do banco Bmg, Ricardo Guimarães; e Renato Salvador, cuja família é dona da rede hospitalar Mater Dei, estão, desde janeiro, reorganizando as finanças do Atlético.

O grupo de empresários assumiu um plano de saneamento das dívidas do clube e ajudou a investir na contratação de atletas para recolocar o clube na condição de protagonista do futebol brasileiro.

No final de 2020, o Atlético tinha dívidas somadas de R$ 1,2 bilhão, boa parte delas de curto prazo. Graças aos “4R’s”, como o grupo ficou conhecido, empréstimos a juros zero foram feitos para o clube quitar todas as pendências imediatas e, assim, pudesse reorganizar-se financeiramente. Ao mesmo tempo, jogadores como Hulk e Diego Costa foram repatriados para jogar pelo clube, que passou a mirar as conquistas da Libertadores, do Brasileiro e da Copa do Brasil.

Em setembro, o balancete semestral do Atlético foi divulgado. Sem atrasar o pagamento de salários para os atletas, o clube ainda tinha uma dívida bilionária. Agora, porém, com prazo mais longo para pagamento, graças aos recursos investidos pelos mecenas.

À época, Rubens Menin, que tem sido o “porta-voz” dos 4R’s, afirmou que o bom momento vivido dentro de campo vinha impulsionando a retomada do clube.

“Nosso plano é que a reconstituição do Atlético vai demorar ainda quatro anos. É um trabalho de cinco anos. Mas estamos animados, as coisas têm dado certo. O apoio da torcida, do conselho de administração é fundamental, e da diretoria, acho que está fazendo um supertrabalho. Então o ambiente está bom para fazermos isso, né?”, afirmou Menin.

A conquista do Campeonato Brasileiro após 50 anos faz com que a torcida viva a euforia do título e esteja ávida por consumir. A Arena MRV, futuro estádio do clube, já tem boa parte de suas cadeiras cativas vendidas. Da mesma forma, o programa de sócio-torcedor, conhecido como Galo Na Veia, tem alcançado o posto de maior do Brasil.

Agora, os voos do Galo podem ser ainda mais altos, com o time ainda disputando o título da Copa do Brasil contra o Athletico Paranaense. Mas, fora de campo, as premissas devem continuar as mesmas.

“Vamos manter o controle fora de campo para a gente não fazer bobagem, que é não ter pagamento fiscal, das cotas. O Atlético tem todos os salários em dia”, afirmou Menin dentro do programa Perfil, no canal da Máquina do Esporte no YouTube.

Relembre abaixo a entrevista completa de Rubens Menin ao programa.