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Torcedor Premiado sonha com mais de 10 milhões de assinantes e mira expansão no futebol brasileiro

Produto da CRMBonus busca fechar com novos clubes para expandir visibilidade e gerar benefícios para diferentes perfis de torcedores

Torcedor Premiado, que já patrocina Corinthians, Flamengo e Santos, quer fechar com mais clubes do futebol brasileiro - Divulgação / Torcedor Premiado

⚡ Máquina Fast
  • CRMBonus busca expandir parcerias do Torcedor Premiado com clubes das séries A, B e C do Brasileirão para aumentar base de assinantes e visibilidade.
  • Modelo permite que assinantes direcionem parte da assinatura para seu clube do coração, mesmo sem patrocínio formal, criando receita recorrente aos times.
  • Contratos com Corinthians, Flamengo e Santos podem gerar até R$ 100 milhões em repasses, com foco em torcedores que não frequentam estádios e não se associam tradicionalmente.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A CRMBonus busca ampliar a presença do Torcedor Premiado no futebol brasileiro por meio de novos acordos de patrocínio semelhantes aos já fechados com Corinthians, Flamengo e Santos. No longo prazo, o objetivo da empresa é ter parcerias com o máximo de clubes possível e usar os canais dos times para ampliar a visibilidade e a base de assinantes do programa.

Atualmente, o modelo já permite que o assinante do Torcedor Premiado escolha qualquer clube das séries A, B ou C do Brasileirão no seu cadastro e direcione parte da assinatura para o seu clube do coração, mesmo que ele não seja patrocinado pela empresa. Nesse sentido, a estratégia da CRMBonus é evoluir essa relação financeira para parcerias que também envolvam divulgação e benefícios para os sócios-torcedores dos clubes.

“Eu gostaria muito que a gente tivesse mais de 10 milhões de assinantes no Torcedor Premiado e que a gente fosse um parceiro sólido e sustentável do futebol no Brasil. Um parceiro que os clubes podem contar, que está lá fomentando com uma atividade que é sustentável, com uma atividade que é firme e que ajuda o esporte”, comentou Arthur Blaj, VP de crescimento e estratégia da CRMBonus, em entrevista à Máquina do Esporte.

Expansão

A CRMBonus pretende anunciar novas parcerias com clubes da Série A do Brasileirão e ampliar os acordos ao longo dos anos também para as séries B e C da competição. A velocidade desse movimento, no entanto, depende dos compromissos financeiros assumidos em cada contrato, já que as equipes costumam exigir um mínimo garantido para participar do modelo.

“O clube não pode se dar ao luxo de assumir o risco de vir 100% na sociedade. Ele precisa cobrar um mínimo garantido. Por conta disso, não podemos fechar com 70 clubes da Série A, B e C ao mesmo tempo, porque senão o compromisso financeiro nesses mínimos garantidos fica muito alto”, explicou Blaj.

“Esperamos anunciar mais vários clubes da Série A até o final deste ano e, ao longo do tempo, queremos formalizar contratos parecidos com esses que a gente já anunciou [com Corinthians, Flamengo e Santos] com o máximo de times possível”, completou.

A avaliação da empresa é que ter os clubes como parceiros comerciais do Torcedor Premiado impulsiona a divulgação e amplia a capacidade de converter torcedores em assinantes. No caso do patrocínio ao Flamengo, as ações incluíram entrevista na TV oficial do time, exposição nos meiões do uniforme e conteúdos nas redes sociais. O acordo com o Rubro-Negro também permite à CRMBonus impulsionar anúncios nos perfis digitais do time sobre o Torcedor Premiado.

Receitas

Para a CRMBonus, o Torcedor Premiado atende à demanda por ampliar a distribuição de Vale Bonus, espécie de crédito digital que pode ser trocado por descontos em lojas parceiras ou participação em sorteios de produtos específicos, aos consumidores. Já para os clubes, a proposta busca criar uma fonte de receita recorrente complementar aos programas de sócio-torcedor, com um produto voltado também a quem não frequenta o estádio.

“Uma parte da receita que arrecadamos com o Torcedor Premiado vai para o clube, então já tem uma contrapartida onde o time está recebendo recursos. Além do dinheiro, nós também estamos prestando o serviço de emissão de Vale Bonus para o sócio-torcedor dos nossos parceiros poderem ter esse benefício de forma gratuita”, afirmou Blaj.

De acordo com a CRMBonus, os contratos com Corinthians e Flamengo têm potencial para gerar R$ 100 milhões em repasses das assinaturas do Torcedor Premiado aos clubes, dependendo do engajamento das respectivas torcidas com o produto. No caso do Santos, a projeção gira em torno de R$ 50 milhões no cenário mais otimista.

Vale destacar que essas estimativas levam em consideração alguns fatores, como tamanho da torcida, engajamento e base de seguidores nas redes sociais, assim como outros dados internos que os clubes e a CRMBonus têm acesso.

“A lógica é pensada a partir de uma conversão potencial, por um determinado período de tempo, de parte da torcida que a gente conhece através de estudos e estimativas que os clubes têm. Então, consideramos o engajamento digital desses times, quantos seguidores eles têm nas redes e uma série de outras coisas, porque são nesses ambientes que a gente atua para poder converter o torcedor a ser um assinante”, explicou o VP de crescimento e estratégia da CRMBonus.

“No Flamengo, por exemplo, se estamos falando de 50 milhões de torcedores, não é impossível a gente ter 2 milhões de assinantes, já que quando olhamos para benchmarks de outros  produtos de clubes de benefícios, eles têm milhões de assinantes. Então não tem por que o Torcedor Premiado não ter”, acrescentou.

Além disso, o objetivo da CRMBonus com o Torcedor Premiado é alcançar um público que deseja apoiar financeiramente e se relacionar com o seu time do coração, mas não têm interesse nos programas de sócio-torcedor, que atualmente são muito focados na parcela da torcida que frequenta os jogos no estádio. 

“Nós entendemos que os clubes têm um produto de sócio-torcedor que está maduro e não há muito espaço para crescer no formato atual. É justamente aí que surge o Torcedor Premiado, como uma nova forma de gerar receita com um produto que mexe com a paixão de quem quer apoiar o clube, mas não tem uma relação tão profunda quanto a de quem é sócio-torcedor, que tem uma série de benefícios e paga bem mais caro por isso”, concluiu Arthur Blaj.