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Futebol / Guerra

UEFA fará reunião extraordinária para tirar final da Champions League da Rússia

Comitê Executivo da entidade se reunirá nesta sexta-feira (25); a princípio, decisão já está tomada

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 24/02/2022, às 09h50 - Atualizado às 09h54

Rússia deu início a uma guerra contra a Ucrânia nesta quinta-feira (24) - Reprodução
Rússia deu início a uma guerra contra a Ucrânia nesta quinta-feira (24) - Reprodução

A UEFA anunciou, nesta quinta-feira (24), que fará uma reunião extraordinária do Comitê Executivo da entidade nesta sexta-feira (25), às 6h (horário de Brasília), “em consequência da evolução da situação entre a Rússia e a Ucrânia nas últimas 24 horas”. Ainda de acordo com o comunicado oficial, o objetivo é “avaliar a situação e tomar todas as medidas e decisões necessárias”.

A expectativa é que a UEFA altere o local da final da atual temporada da Champions League. O jogo decisivo da maior competição de clubes do mundo está marcado para o dia 28 de maio, no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, na Rússia. Diversos fãs de futebol europeu e até mesmo o governo britânico já pediram que a partida não seja mais disputada em solo russo.

Na última terça-feira (22), a Máquina do Esporte já havia informado que a tendência era que a entidade tomasse essa decisão por conta da tensão crescente entre Rússia e Ucrânia. Nesta quinta-feira (24), com o aval do presidente Vladimir Putin, os russos iniciaram bombardeios contra diversas cidades ucranianas e, segundo agências internacionais, os confrontos militares são questão de tempo.

Algumas dessas agências já dão como certa a alteração do local da final da Champions. A Associated Press (AP) divulgou que, de acordo com uma fonte, já há um consenso e a mudança será confirmada na reunião do Comitê Executivo da UEFA nesta sexta-feira (25).

A princípio, a única questão que poderia dificultar a tomada de decisão da entidade é o fato de São Petersburgo ser a sede da empresa estatal russa Gazprom, maior companhia de gás natural do mundo, que é uma das principais patrocinadoras da Champions e seria uma espécie de anfitriã da final. No entanto, com o aumento das tensões e o início dos bombardeios por parte da Rússia, não parece haver outra solução no radar da UEFA.