Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte
Futebol / Futebol

Uefa sofre nova derrota judicial em "duelo" contra a Superliga

Redação Publicado em 14/07/2021, às 15h41

Imagem Uefa sofre nova derrota judicial em "duelo" contra a Superliga

A Uefa sofreu mais uma derrota em sua batalha judicial contra a Superliga. O 17º Tribunal de Comércio de Madri indeferiu o recurso da entidade, impedindo-a de agir contra a empresa que aconselhava o nascimento da competição alternativa à Champions League, a A22 Sports Management.

O órgão dirigente do futebol europeu tinha a intenção de excluir a empresa da ação judicial movida pelos doze clubes fundadores contra a Uefa, mas, em aplicação do artigo 13 da Lei de Processo Civil, "enquanto o processo estiver pendente, qualquer pessoa que demonstre ter um interesse direto e legítimo no resultado do processo pode ser admitida como requerente ou réu". Assim, a A22 Sports Management, responsável pelo projeto, promoção e financiamento da Superliga, permanece como autora contra a Uefa.

"O magistrado do 17º Tribunal de Comércio de Madri confirmou em sua totalidade a ordem de 4 de junho de 2021, que concordou com a intervenção da empresa A22 Gestão Esportiva no procedimento popularmente conhecido como 'caso Superliga'", disse o tribunal.

"A participação da referida empresa comercial neste caso havia sido contestada pela Union des Associations Européennes de Football (Uefa) e, no despacho anexo, que não pode mais ser contestado, o tribunal rejeita esta reclamação, entre outros fundamentos jurídicos, porque, conforme estabelecido no artigo 13 da Lei de Processo Civil, enquanto o processo estiver pendente, qualquer pessoa que demonstre ter um interesse direto e legítimo no resultado do processo pode ser admitida como demandante ou réu", acrescentou.

Em 1º de julho, o 17º Tribunal de Comércio de Madri proibiu a Uefa de adotar qualquer tipo de medida que fosse contra os clubes fundadores da Superliga, especificamente aquelas entidades que se retiraram do projeto após a pressão da entidade que comanda o futebol europeu e dos torcedores. Na ordem, o magistrado exigiu que a Uefa interrompa qualquer tipo de sanção, abertura de processo disciplinar ou exclusão dos clubes fundadores do projeto, pois as ações "põem em risco a própria eficácia das medidas cautelares acordadas, perseguindo o objetivo de impor uma situação de fato".