Pular para o conteúdo

COI retira restrições a atletas de Belarus e quer reformular Jogos Olímpicos da Juventude

Decisão do Conselho Executivo manteve suspensão da Rússia por conta de investigações relacionadas a doping

Kirsty Coventry, presidente do COI, durante teleconferência - Reprodução/YouTube

Kirsty Coventry, presidente do COI, durante teleconferência - Reprodução / YouTube (@iocmedia)

⚡ Máquina Fast
  • COI revoga restrições à participação de atletas de Belarus em competições internacionais olímpicas.
  • Comitê Olímpico Russo permanece suspenso devido a investigações da Agência Mundial Antidoping.
  • COI suspende eleição da sede dos Jogos Olímpicos da Juventude 2030 para reformular o evento e conectar-se melhor com os jovens.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu não recomendar mais restrições à participação de atletas e equipes de Belarus em competições regidas por federações internacionais olímpicas. A medida revoga as condições de participação e medidas de proteção estabelecidas anteriormente em 2022 e 2023.

Segundo o COI, a decisão baseia-se na missão da entidade de manter uma plataforma esportiva global e no direito fundamental dos atletas de competirem sem interferência política ou pressão governamental.

O COI afirmou que a participação em eventos não deve ser limitada por ações de governos, incluindo envolvimento em guerras. Além disso, a entidade lembrou que atletas bielorrussos participaram como neutros nos Jogos de Verão de Paris 2024 e nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina d’Ampezzo 2026 sem registro de incidentes.

Rússia

Ao contrário de Belarus, a situação da Rússia permanece inalterada. O Comitê Olímpico Russo (COR) continua suspenso enquanto a Comissão de Assuntos Jurídicos do COI analisa o caso. Outro fator determinante é a investigação da Agência Mundial Antidoping (Wada) sobre o sistema antidoping russo.

Segundo Kirsty Coventry, presidente do COI, o retorno da Rússia ao Movimento Olímpico ainda não tem uma data para acontecer. A dirigente se pronunciou durante uma teleconferência do comitê, da qual a Máquina do Esporte participou nesta quinta-feira (7).

“Não temos um cronograma definido [para reintegrar a Rússia]. O Conselho Executivo discutiu com grande preocupação as informações mais recentes que levaram a Agência Mundial Antidoping a investigar uma possível acusação de doping”, ressaltou a dirigente zimbabuana.

“Não sabemos quanto tempo isso levará”, acrescentou.

A dirigente, que é ex-nadadora olímpica, comentou que essa liberação só será feita quando houver a garantia dos órgãos internacionais de que as competições sejam as mais limpas e justas possíveis.

“Trabalharemos com a Wada. E a Wada nos garantiu que nos manterá informados sobre qualquer coisa que possa surgir”, declarou.

Jogos da Juventude

O leão Ayo, mascote dos Jogos Olímpicos da Juventude de Dacar 2026 - Ariana Saigh/COI/Divulgação
Leão Ayo é a mascote dos Jogos Olímpicos da Juventude de Dacar 2026 – Ariana Saigh / COI / Divulgação

O Conselho Executivo também decidiu suspender o processo eleitoral para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos da Juventude de 2030.

A decisão foi motivada por resultados de uma pesquisa enviada a comitês olímpicos nacionais e federações internacionais, que indicaram a necessidade de refletir sobre os objetivos do evento. Segundo Kirsty Coventry, o objetivo agora é fazer uma reformulação para o evento, que não estaria cumprindo com seus objetivos.

“Não haverá eleições em junho. Em vez disso, precisamos dar um passo atrás e desenvolver uma estratégia para a juventude. Isso é extremamente importante”, afirmou a presidente do COI.

A ideia é que essa reformulação possa fazer com que o Movimento Olímpico se conecte efetivamente com os jovens e troque experiências com as novas gerações.

“Queremos nos conectar com os jovens de uma forma que eles nos deem um ‘feedback’ valioso sobre o nosso movimento. No momento, os Jogos Olímpicos da Juventude não estão respondendo a várias dessas questões”, lamentou a dirigente.

De acordo com ela, o adiamento da escolha da sede para 2030 não representa uma falta de comprometimento do COI com as edições já marcadas do evento (de verão neste ano e de inverno em 2028).

“Estamos totalmente comprometidos com os Jogos Olímpicos da Juventude em Dacar [Senegal], que acontecerão em breve, e com os de 2028 [em Dolomiti Valtellina], na Itália. Continuaremos trabalhando com eles”, ponderou.

“Mas sentimos que era o momento certo, em vez de conceder a sede de futuros Jogos, realmente analisarmos o que queremos que este evento represente para nós, como queremos que ele se desenvolva e como queremos nos conectar de verdade com o público jovem ao redor do mundo”, explicou.