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Receita com patrocínios do Programa TOP do COI cai e atinge menor valor desde 2020

COI arrecadou US$ 560 milhões de 11 parceiros olímpicos no ano passado, menor número de apoiadores nos últimos dez anos

Kirsty Coventry, presidente do COI, durante entrevista coletiva em Milão - Quinton Meyer/COI

Kirsty Coventry, presidente do COI, durante entrevista coletiva em Milão, na Itália - Quinton Meyer / COI

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou os resultados financeiros referentes a 2025, apontando queda na receita de seu principal nível de patrocínio. O Programa TOP, sigla para “The Olympic Partner”, registrou arrecadação de US$ 560 milhões, o menor valor desde 2020, quando conseguiu US$ 532 milhões.

A receita total do COI foi de US$ 649,8 milhões, enquanto as despesas superaram as receitas em US$ 39,6 milhões. As despesas operacionais cresceram 9% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 213 milhões.

O total de ativos aumentou 14%, chegando a US$ 7 bilhões. O passivo foi de US$ 2,1 bilhões, equivalente a 30% da posição financeira da entidade. O saldo do fundo ficou em US$ 4,9 bilhões.

Patrocinadores

O Programa TOP perdeu cinco empresas no final de 2024: Atos, Bridgestone, Intel, Panasonic e Toyota. Em 2025, o COI adicionou apenas a TCL e renovou contratos com AB-Inbev e Allianz. Atualmente, o TOP conta com 11 patrocinadores, o menor número desde 2015. Além de TCL, AB-Inbev (com Corona Cero) e Allianz, a lista conta com Airbnb, Alibaba, Coca-Cola, Deloitte, Omega, Procter & Gamble (P&G), Samsung e Visa.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, destacou que os patrocinadores buscam pontos de contato mais frequentes com os Jogos Olímpicos. Essa demanda levou à criação de um grupo de trabalho para avaliar novas formas de patrocínio e marketing.

Tendência

A política de arenas sem publicidade, tradicionalmente adotada pelo COI, começou a ser flexibilizada em Paris 2024, quando houve maior visibilidade para os parceiros.

A expectativa é de que em Los Angeles 2028 esse processo avance, uma vez que será permitido pela primeira vez que marcas adquiram direitos de nomeação de locais de competição.

A queda na arrecadação reflete o fato de 2025 não ter sido ano olímpico. Em 2024, com os Jogos de Paris, o COI registrou US$ 4,4 bilhões em receitas e superávit de US$ 1,13 bilhão. Naquele ano, o TOP arrecadou US$ 872 milhões.

“Há um interesse significativo no programa TOP por parte de grandes empresas globais em diversas categorias, com várias negociações de ativação em andamento”, revelou Christophe De Kepper, diretor-geral do COI.