A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) estabeleceu uma meta clara de desempenho para o próximo ciclo olímpico, visando superar os resultados recentes. O planejamento da entidade trabalha com a projeção de conquistar quatro medalhas nos Jogos de Los Angeles 2028.
Ao Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Wlamir Motta Campo, presidente da CBAt, explicou que a estratégia se baseia na manutenção de atletas de alta performance que já figuram na elite mundial, somada à ascensão de novos talentos.
“O atletismo brasileiro vai chegar muito bem. Nós temos atletas já consolidados. [Como o] Caio Bonfim, acima da curva, vice-campeão olímpico em Paris 2024, duas medalhas agora, foi campeão mundial em Tóquio, vai chegar super bem para Los Angeles 2028”, afirmou.
O planejamento identifica um potencial significativo nas categorias de base para renovar a delegação. A entidade observa com otimismo o desenvolvimento da geração sub-20.
“Nós temos uma galera vindo, principalmente nas provas de arremesso, lançamento e de velocidade. Uma galera sub-20 que já vai chegar em Los Angeles 2028 muito bem”, destacou o dirigente.
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Um fator externo que altera a dinâmica da preparação é a mudança no cronograma olímpico. Pela primeira vez na história recente, o atletismo abrirá a programação dos Jogos, uma inversão motivada pela popularidade da modalidade no país-sede.
Essa alteração coloca o esporte em evidência logo no início do evento, ao passo que aumenta a responsabilidade da equipe brasileira em contribuir cedo para o quadro de medalhas.
O desafio de alcançar quatro pódios considera o aumento da competitividade internacional, visto na última edição dos Jogos, em que 50 países conquistaram medalhas na modalidade.
Para o Brasil, o Mundial da China, em 2027, servirá como termômetros para ajustar a preparação e consolidar o objetivo de aproximar o atletismo, que possui 21 medalhas na história, dos números do judô, maior medalhista com 28 pódios.
“Um desafio gigante. O atletismo vem se desenvolvendo no mundo todo. Agora, nós tivemos em Tóquio um fenômeno que foi muito legal, tivemos 200 países inscritos e 50 países medalhando. Ou seja, está muito diversificado e plural, o que é ótimo para nós”, concluiu o presidente da CBAt.
O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Wlamir Motta Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), estará disponível nesta terça-feira (13), a partir das 19h (horário de Brasília), no canal da Máquina do Esporte no YouTube:
