A Corrida de São Silvestre é idealizada para, também, passar por algumas das principais vias da cidade de São Paulo (SP). O fator é um dos principais diferenciais da prova, mas também cria limitações logísticas para expansão e promoção de mudanças.
Um dos principais pedidos de mudanças dos fãs da prova é que ela volta a acontecer durante a noite. Porém, a corrida, que acontece tradicionalmente no dia 31 de dezembro, tem como pontos de largada e chegada a Avenida Paulista, via que sedia a festa de Réveillon da capital.
No Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Erick Castelhero, diretor-executivo da Corrida de São Silvestre, explicou que a proximidade com o Réveillon, bem como a evolução do evento, dificultam mudanças como essa.
“A prova da noite é emblemática. Só que a cidade cresce, a prova cresce. Os desafios são grandes. A mudança para a manhã foi o melhor que poderia acontecer para a São Silvestre nesse tamanho que ela é hoje”, explicou.
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O diretor exaltou que a nostalgia é um fator decisivo para os pedidos de que a prova volte a ser durante a noite. Para a 100ª edição, o público acreditava que o desejo poderia se concretizar.
“Essa pressão existe todo ano, porque a São Silvestre, embora tenha muita gente que participe e seja mais novo, tem todo um histórico que remete à prova noturna”, avaliou Castelhero.
“Não temos nenhuma condição de fazer à noite. Pensamos em fazer em formato diferente ali, em uma outra data, uma prova mais enxuta para a noite, mas não conseguimos. O apelo da 100ª edição já está demandando muito”, prosseguiu.
O episódio do Maquinistas, podcast apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Erick Castelhero, diretor-executivo da Corrida de São Silvestre, está disponível no canal da Máquina do Esporte no YouTube:
