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Adidas vê gastos com Copa 2026 prejudicarem lucro, e ações caem

Apesar de impulsionarem a receita do trimestre para € 6,7 bilhões, investimentos em marketing deixaram o superávit abaixo dos € 430 milhões projetados

Adidas forneceu as bolas utilizadas na Copa do Mundo 2026, entre outros materiais esportivos - Divulgação / Adidas

⚡ Máquina Fast
  • Adidas registrou faturamento recorde no segundo trimestre impulsionado pela Copa do Mundo de 2026, mas lucro líquido ficou abaixo das expectativas e causou queda de 19% nas ações.
  • As despesas em marketing cresceram 30% devido a investimentos relacionados ao Mundial, gerando € 1,5 bilhão em vendas e crescimento significativo em camisas, bolas e vestuário.
  • Adidas revisou a projeção de receita para 2026 para crescimento entre 9% e 10%, manteve a meta de lucro operacional e anunciou troca no comando financeiro para o fim do ano.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Adidas registrou um trimestre de fortes contrastes com a Copa do Mundo de 2026. O Mundial impulsionou a empresa a alcançar um faturamento recorde, mas os altos investimentos em ações de marketing frustraram as projeções de lucro do mercado e causaram quedas nas ações.

As ações do grupo chegaram a cair 19%, registrando a maior queda intradiária da história da companhia. O estopim para a reação negativa dos investidores foi o resultado do lucro líquido das operações continuadas.

O lucro da marca aumentou 6% em relação ao ano passado, alcançando a marca de € 398 milhões de euros no segundo trimestre. No entanto, o valor ficou abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam € 430 milhões. Por outro lado, o lucro operacional da empresa subiu 5%, para € 574 milhões no período.

As despesas de marketing e ponto de venda dispararam 30%, com um aumento de € 212 milhões para € 924 milhões, por conta dos investimentos diretos em campanhas e ativações relacionadas à Copa do Mundo. Isso gerou grandes expectativas por parte dos investidores, que não foram atingidas.

Retorno

Apesar da queda nas ações, do ponto de vista comercial e de geração de receitas, a Copa do Mundo rendeu bons resultados para a Adidas, ajudando a marca a diminuir a distância para a principal concorrente, a Nike.

O CEO da Adidas, Bjorn Gulden, declarou estar muito surpreso com a resposta do mercado financeiro e classificou o torneio como um “conto de fadas” para a marca. O executivo afirmou que a empresa cumpriu o que prometeu, enfatizando que o segundo trimestre foi mais forte do que a diretoria esperava.

A aposta no evento gerou a receita líquida global a bater o recorde de € 6,7 bilhões. Durante o período, a Adidas comercializou quatro vezes mais camisas e o dobro de bolas em comparação à edição de 2022 do Mundial, no Catar. Com isso, gerou € 1,5 bilhão em vendas relacionadas ao mundial.

As vendas de vestuário deram um salto de 35%. O canal de vendas diretas ao consumidor (DTC) cresceu 25%, com aumentos de dois dígitos em todos os mercados. 

Projeção

Com o aquecimento das vendas superando as expectativas em regiões como América Latina e China, a Adidas revisou as perspectivas para o ano de 2026. A companhia agora projeta que a receita cresça entre 9% e 10% em moeda constante, em comparação com a previsão anterior de crescimento na casa de um dígito alto.

A meta de lucro operacional anual, no entanto, foi mantida em cerca de € 2,3 bilhões. Por fim, os resultados também marcaram o anúncio de uma transição no alto escalão.

O diretor financeiro, Harm Ohlmeyer, deixará a marca no final do ano de 2026 após optar por não renovar seu contrato. Ele será sucedido por Birgit Kretschmer, executiva que retorna à Adidas após trabalhar até 2020 na varejista de roupas C&A.