A Sony detalhou, durante evento para a imprensa em São Paulo, como foi a operação realizada pela empresa para entregar imagens mais precisas e detalhadas durante o Super Bowl LX, disputado no último dia 8, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Na ocasião, o Seattle Seahawks ficou com o título da NFL, após vencer o New England Patriots por 29 a 13.
“Para a gente ter uma ideia, falando apenas de uma forma geral, nós tivemos a utilização de 175 câmeras, num único dia, dentro do estádio”, contou Luis Fernando Fabichack, diretor geral da Sony Professional Solutions Brasil.
“Sendo que essas 175 câmeras foram divididas em quatro partes. Para o jogo, tivemos 37 câmeras Sony HDC, que hoje é o topo da cadeia que a gente tem, filmando em 4K”, acrescentou.
Show do intervalo
A Sony utilizou dois dos seus modelos de câmera top de linha, o Venice e o Burano, para exibir o show do intervalo, cuja atração principal foi o rapper portoriquenho Bad Bunny.
O modelo Sony Venice é um equipamento de cinema digital projetado para produções de ponta gravadas em estúdio, como filmes, séries de TV e publicidade. Já a Sony Burano, também utilizada em produções cinematográficas é projetada para oferecer a mesma qualidade da Venice, mas com um corpo compacto.
“Só aqueles 15 minutos do intervalo, foram utilizadas 11 Venices e três Buranos”, contou Fabichack.
Outro modelo utilizado na apresentação foi o FX7 Cinema Line PTZ, que também faz parte da linha de cinema da Sony, projetado para trazer visual de alta qualidade em produções ao vivo, como reality shows e transmissões com uso de controle remoto robótico.
A busca da marca foi não haver falhas no evento esportivo mais aguardado do ano pelo público norte-americano.
O Super Bowl LX rendeu audiência de 124,9 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, com pico de 137,8 milhões, nas transmissões de NBC, Peacock, Telemundo, plataformas digitais e NFL+. Outros 68 mil torcedores assistiram ao jogo ao vivo no Levi’s Stadium.

Estreia
O Super Bowl LX marcou a estreia do sistema Hawk-Eye no futebol americano. A tecnologia foi usada para uma medição mais precisa da “line to gain” e incluiu o Hawk-Eye SkeleTrack, capaz de rastrear 29 pontos por jogador e realizar o acompanhamento tridimensional da bola oval.
Além disso, houve a primeira implementação completa do ambiente óptico de tracking, ampliando a precisão das análises em campo.
“É importante mostrar como é grande o evento e como a Sony está presente para poder entregar isso para um para um segmento tão importante”, diz o executivo da Sony.
Suporte
A marca também ofereceu suporte aos fotógrafos que trabalharam no evento pela agência Associated Press e equipes internas da NFL. Mais de 40 fotógrafos utilizaram câmeras mirrorless da linha Alpha, incluindo modelos Alpha 1 II e Alpha 9 III, com alta definição e capacidade de eliminar distorções por movimento.
A empresa também forneceu novos headsets, dispositivo de áudio que combina fone de ouvido e microfone para a comunicação entre as equipes técnicas e os jogadores.
VAR

No Brasil, o Hawk-Eye, a divisão de esportes da Sony, adquirida em 2011, é o fornecedor da tecnologia do VAR às competições da CBF desde 2019. Na ocasião, venceu licitação na entidade para atuar no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
Em 2023, o contrato foi renovado por mais quatro temporadas, ampliando a parceria também para a Série B do Brasileirão.
Na elite, a Central do VAR fica dentro da CBF, que tem salas suficientes para monitorar uma rodada completa, com jogos simultâneos. Já o VAR da Série B é operado através de unidades móveis que viajam para cada estádio.
“Em cada mesa de VAR temos três ou quatro profissionais, que fazem os replays. Lógico que a decisão é do árbitro”, conta o executivo.
Impedimento semiautimático
Neste ano, a CBF contratou a tecnologia do impedimento semiautomático da Genius, que no momento está sendo integrada ao VAR do Hawk-Eye.
“O Hawk-Eye, que fornece a tecnologia do VAR, permanece atendendo a CBF. E a Genius entra agora com o semiautomático. Ambas as empresas têm experiência em trabalharem juntas em grandes ligas europeias e isso não será problema”, conta Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem da confederação.
A CBF e a Genius ainda não dão uma data para o início das operações do impedimento semiautomático no futebol brasileiro.
“Temos que fazer isso da melhor maneira possível e com cautela. Estamos falando de uma tecnologia que mede milímetros. E, para medir milímetros, o teste, a calibragem, tem que ser perfeitamente perfeito”, afirma Guilherme Buso, responsável pela operação da Genius na América Latina.
