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Departamento de Justiça dos EUA aprova fusão da Paramount com Warner Bros. Discovery

Negócio de US$ 111 bilhões enfrenta resistência de estados e órgãos reguladores internacionais

Evento da Warner Bross. Discovery para anunciantes nos EUA - Reprodução/Instagram @wbd

Evento da Warner Bros. Discovery para anunciantes nos EUA - Reprodução / Instagram (@wbd)

⚡ Máquina Fast
  • Departamento de Justiça dos EUA aprovou a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 111 bilhões sem concessões significativas.
  • Procuradores-gerais de vários estados e políticos criticam e tentam barrar a fusão por preocupações antitruste e influência política.
  • Órgãos reguladores do Brasil, Reino Unido e União Europeia também investigam a fusão, podendo atrasar sua conclusão.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Paramount, avaliada em US$ 111 bilhões. A decisão foi confirmada por fontes ligadas à administração do presidente Donald Trump e não envolveu concessões significativas por parte da empresa.

Em comunicado, a Paramount afirmou que o “acordo é pró-competitivo, resultando em uma empresa mais forte e melhor posicionada para competir com as plataformas tecnológicas dominantes em um setor cada vez mais definido por uma intensa competição por público, talentos, tecnologia e investimentos”.

O CEO da Paramount, David Ellison, prometeu concluir a transação até 30 de setembro. Caso o prazo não seja cumprido, a empresa se comprometeu a pagar uma taxa diária de acompanhamento aos acionistas.

“Continuamos focados em concluir a transação o mais rápido possível e em entregar seus benefícios aos consumidores, criadores e à indústria do entretenimento como um todo”, informou a empresa no comunicado.

Resistência

Apesar da aprovação federal, procuradores-gerais da Califórnia, Nova York e outros estados avaliam ações antitruste para tentar barrar a fusão.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, declarou que “a aquisição da Warner Brothers pela Paramount continua sendo uma investigação ativa e não temos nenhuma atualização para compartilhar neste momento”.

Elizabeth Warren, senadora do Partido Democrata por Massachusetts, criticou a decisão do governo Trump. “Esta é uma notícia terrível para todos os norte-americanos que não querem que bilionários alinhados a Trump controlem o que eles assistem e quanto pagam”, destacou a política.

“O acordo entre a Paramount e a Warner Bros. cheira a corrupção e tráfico de influência. Esta luta não acabou. Os procuradores-gerais estaduais devem bloquear esta fusão”, defendeu.

Internacional

No Brasil, o caso está sendo examinado desde abril pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão governamental ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que zela pela livre concorrência no mercado brasileiro.

No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados abriu uma investigação de fusão com prazo até 7 de agosto. Caso identifique risco de redução substancial da concorrência, poderá iniciar uma segunda fase que se estenderia por até cinco meses.

A União Europeia (UE) também conduz uma análise preliminar, com possibilidade de investigação aprofundada.

Operação

Fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi participam do financiamento da operação, levantando questionamentos sobre limites de participação estrangeira em emissoras de TV nos EUA.

A Paramount venceu a disputa com a Netflix e anunciou a compra da WBD em fevereiro. A aprovação nos EUA era considerada provável, mas a pressão política e regulatória em outros mercados pode atrasar a conclusão do negócio.