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MotoGP projeta faturamento de € 500 milhões em 1º ano sob gestão da Liberty

Mundial de Motovelocidade, que tem retorno ao Brasil em 2026, traça estratégia para diversificar patrocinadores e alcançar público jovem

Autódromo Internacional de Goiânia receberá Grande Prêmio do Brasil de MotoGP em março - Divulgação / Goinfra

⚡ Máquina Fast
  • Liberty Media adquiriu 84% da Dorna e pretende expandir a MotoGP para novos mercados, reduzindo a concentração europeia.
  • O Mundial de MotoGP retorna ao Brasil em 2026 após 30 anos, com corrida marcada em Goiânia no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
  • A MotoGP busca diversificar seus patrocinadores para atrair grandes marcas de consumo e investir na conexão com a Geração Z.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A MotoGP inicia a temporada de 2026 sob uma nova fase administrativa. Após a conclusão da aquisição pela Liberty Media no verão de 2025, o campeonato passa a ter sua estratégia e posicionamento influenciados pela proprietária da Fórmula 1. O objetivo central da gestão é acelerar um negócio que gera anualmente cerca de € 500 milhões, buscando expansão para novos mercados e audiências.

Em 2024, a gestão anterior gerou € 462 milhões em receitas. No ano da aquisição, em 2025, o faturamento subiu para € 485,7 milhões, um aumento de 14%.

A transação de compra de 84% da Dorna pela Liberty, avaliada em aproximadamente € 3,1 bilhões, foi acompanhada por um refinanciamento que reduziu a dívida líquida do grupo para US$ 1,2 bilhão, permitindo maior fôlego para investimentos em expansão internacional.

Brasil

O calendário de 2026 contará com 22 Grandes Prêmios. A principal novidade é o retorno do Mundial ao Brasil após 30 anos, ocupando a vaga que era da Argentina.

A corrida será de 20 a 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO), que passou por reformas para receber a categoria. A Argentina planeja retornar ao cronograma em 2027, com provas em Buenos Aires.

Expansão

A Liberty Media busca reduzir a concentração do campeonato na Europa, que hoje responde por quase 70% da receita. Documentos internos indicam que o foco está em mercados fora da União Europeia.

“Existe uma oportunidade significativa de crescimento, especialmente em mercados pouco explorados fora da União Europeia”, destacou Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP, em entrevista à Motorsport.

Kelly Brittain, diretora global de marketing da categoria, reforça a intenção de aumentar o conhecimento sobre o esporte em países como Estados Unidos e Reino Unido de forma culturalmente relevante.

A partir de 2027, o Mundial deve implementar mudanças profundas, como a introdução de circuitos de rua, a exemplo da transferência do GP da Austrália de Phillip Island para o centro de Adelaide.

Além disso, está em negociação um salário mínimo de € 500 mil aos pilotos e um sistema de rodízio mais rigoroso para as provas realizadas na Espanha, Portugal e Itália. Ezpeleta pontuou a visão para o futuro da modalidade.

“Temos pressa em lançar as bases para o crescimento a longo prazo da MotoGP; não temos pressa em monetizar o esporte”, comentou, durante evento de  lançamento da temporada.

Comercial

No âmbito dos patrocínios, a MotoGP reestruturou seu departamento comercial com a nomeação de Borja de Altolaguirre como chefe de patrocínios.

Atualmente, 74% da receita de parcerias comerciais vem de setores considerados endêmicos, como energia, bebidas energéticas e automotivo. A meta é atrair grandes marcas de consumo e empresas B2C para ampliar o alcance do esporte.

“Quanto mais atraímos marcas B2C e de consumo, maior se torna o nosso público, e criamos planos de marketing e ativação com esses parceiros”, comenta Kelly Brittain.

“Atraímos o público deles, apresentamos a eles um novo esporte e novas marcas ao nosso público. Portanto, essas parcerias atraem constantemente novos fãs”, contabiliza.

Para 2026, o grid conta com o retorno da Repsol como patrocinadora e fornecedora de lubrificantes para Moto2 e Moto3. A Estrella Galicia assume o posto de patrocinadora principal do Grande Prêmio do Brasil.

A organização também foca na Geração Z, utilizando criadores de conteúdo e planejando o lançamento de uma série animada infantil para conectar-se com espectadores mais jovens, visto que mais da metade dos fãs atuais da categoria têm menos de 35 anos.