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F1 confirma Arábia Saudita sob protestos

por Redação
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A Fórmula 1 confirmou, na quinta-feira (5), a realização de uma etapa da competição na Arábia Saudita. A corrida acontecerá a partir da temporada de 2021, em um circuito de rua em Jidá. No entanto, a decisão da organização, com foco no mercado emergente da região, tem sofrido com críticas. 

O problema está no modo como o país lida com direitos humanos, com uma série de acusações de prisões, torturas e execuções contra opositores do regime de Salman bin Abdulaziz Al Saud. Além disso, a Arábia Saudita mantém costumes extremamente conservadores. Em 2019, por exemplo, o governo local classificou o feminismo, a homossexualidade e o ateísmo como atos inaceitáveis de extremismo.

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Quando o país estava como candidato a receber a Fórmula 1, a Liberty Media, que organiza a competição, já sofria pressão da Anistia Internacional. Para o órgão, o país tem tentado melhorar a imagem da comunidade internacional com eventos, mas as iniciativas têm apenas mascarado as violações dos direitos humanos.

A Liberty Media tomou decisão semelhante à realizada pela Fifa, que colocou a Copa do Mundo de 2022 no Qatar. Uma das polêmicas do próximo país-sede do Mundial também está na proibição da homossexualidade. Além disso, o governo do Qatar tem recebido uma série de acusações de fazer uso de trabalho escravo.

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No caso da Fórmula 1, a Liberty Media apenas exaltou o cunho comercial da nova sede. "A região é extremamente importante para nós, e, com 70% da população da Arábia Saudita com menos de trinta anos, estamos entusiasmados com o potencial de alcançar novos fãs e trazer aos nossos fãs existentes ao redor do mundo corridas

emocionantes de um local incrível", afirmou o CEO da empresa, Chase Carey.

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