Fãs da Indy pedem mais diversidade e preocupações ambientais, diz pesquisa

Mais de 70% dos fãs da Fórmula Indy querem que a categoria seja mais atraente para criar e manter novos adeptos. Os pedidos mais mencionados foram que haja mais diversidade na categoria, bem como maiores iniciativas pelo meio ambiente. Esses foram alguns dos dados levantados por uma pesquisa conduzida pela Motorsport Network, o Instituto Nielsen e a Indycar que ouviu 53 mil torcedores de 147 países.

As iniciativas verdes ganham importância entre os mais jovens. Embora a maioria aprove os projetos da Indy no setor, as mulheres são as que mais pedem por mais investimento em sustentabilidade. Mais de 20% do público feminino da Indy não está satisfeito nesse quesito.

Outro desafio da Indy para os próximos anos é atrair mais mulheres. Apenas 12,2% do universo da pesquisa veio do público feminino.

Além disso, será importante rejuvenescer o público da Indy. Segundo o relatório, o torcedor que acompanha a categoria tem idade elevada. A média da pesquisa está com 42 anos e três meses.

Esse número foi impulsionado pelo principal mercado da Indy, os Estados Unidos, no qual 47% dos entrevistados têm mais de 45 anos. Na América do Sul, América Central e na Europa, os torcedores da Indy são significativamente mais jovens: 54% dos entrevistados de ambas as regiões têm 35 anos ou menos.

Uma das possibilidades para isso é investir nos e-Sports, como a Fórmula 1 já faz. Segundo a pesquisa, 48% do público joga ao menos uma vez por semana games de corrida. Na faixa etária de 16 a 24 anos, os usuários de games crescem para 85% dos fãs. Entre os que têm de 25 a 34 anos, esse número também é expressivo: 70%.

Os homens jogam significativamente mais do que as mulheres: 49% a 38%, com média de sessões de 1 hora e 29 minutos. Mais de 63% dos fãs na Europa e 60% dos torcedores na América do Sul e Central jogam semanalmente. Como comparação, na América do Norte, com fãs mais velhos, esse montante cai para 41%.

Outro setor em que a Indy necessita investir para rejuvenescer seu público é as redes sociais, que se tornaram o principal meio para acompanhar as etapas no final de semana após as transmissões da corrida em si. As redes sociais são importantes particularmente entre os fãs com menos de 35 anos.

Mais de 95% do público prefere assistir às corridas ao vivo, na TV ou no streaming. Mas entre os mercados emergentes, com mais torcedores com menor poder aquisitivo, a preocupação é maior com o custo para acompanhar a temporada.

A Indy enfrenta forte concorrência da principal categoria do automobilismo, a Fórmula 1. Entre os fãs da categoria, 80% também acompanham a F1. Na América do Sul e Central, esse número é ainda maior: 90%.

Para o mercado, há um sinal positivo em relação ao engajamento do público. Entre os fãs, 83,3% acreditam que o patrocínio desenvolve a Indy. Já 60,4% valorizam mais as marcas patrocinadoras do que suas concorrentes, enquanto 49,8% estão mais inclinados a considerar serviços e produtos de quem apoia o automobilismo.