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Fórmula 1 ficará em SP por mais cinco anos

por Redação
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São Paulo conseguiu um novo acordo com a Liberty Media, organizadora da Fórmula 1. A etapa em Interlagos será mantida até pelo menos a temporada de 2025; o contrato deverá ser assinado em breve entre os dirigentes da competição e o atual prefeito da capital paulista, Bruno Covas.

O anúncio da manutenção do GP em São Paulo foi feito pelo governador do Estado, João Dória. "Os entendimentos foram feitos com base na existência de um autódromo aprovado pelos pilotos e pelas equipes e que há mais de 30 anos é a sede do Brasil para a Fórmula 1", afirmou o político na quinta-feira (12).

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Para Dória, a Fórmula 1 foi uma vitória política. A principal ameaça à competição em São Paulo era um projeto de autódromo no Rio de Janeiro, que não conseguiu as aprovações ambientais até hoje. A mudança para a cidade era apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar em 2019 que a chance de o Rio receber a corrida era de "99%". O governador paulista, provável candidato ao Planalto em 2022, ironizou o rival: "Aqui não fizemos especulação, projeções artificiais, não prometemos investimentos que não poderiam ser feitos".


A partir da próxima temporada, até o nome do evento será alterado para exaltar a cidade-sede da competição. A etapa passará a se chamar oficialmente GP São Paulo, deixando o tradicional GP do Brasil para trás. Nos últimos anos, a Heineken também fez parte do nome da corrida, em acordo fechado para os naming rights.

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Politicamente, o outro vencedor foi Bruno Covas, que negociava a extensão do acordo entre Fórmula 1 e São Paulo desde 2018, quando assumiu o cargo de prefeito após o afastamento de Dória, que entrou na disputa pelo governo. Neste ano, ele aparece como líder das pesquisas para a Prefeitura da cidade. "No ano passado o GP trouxe um impacto de R$ 670 milhões. Só de tributos tivemos um ganho direto de R$ 111 milhões, e 8.500 empregos foram criados em 2019", exaltou.


Por ora, não foram divulgados detalhes financeiros do acordo entre São Paulo e Liberty Media. Segundo Covas, o contrato passa pelo departamento jurídico da Prefeitura e deverá ser assinado no início de dezembro. Após o período de contrato, São Paulo terá preferência para renovar para um novo ciclo de cinco anos.


O projeto do Rio de Janeiro era tocado pela Rio Motorsports, a mesma que havia comprado os direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil. Sem arcar com os cus- tos do contrato, a empresa teve o acordo rompido pela Liberty Media.

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