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Redes sociais, e-Sports e Netflix: F1 acerta no alvo e atrai os mais jovens

Estudo mostra que categoria teve expressivo crescimento entre público mais jovem desde 2016

Redação Publicado em 25/08/2021, às 11h00

Fórmula 1 conseguiu aumento expressivo de público entre os mais jovens - Twitter/F1
Fórmula 1 conseguiu aumento expressivo de público entre os mais jovens - Twitter/F1

A Liberty Media assumiu a gestão da Fórmula 1 no final de 2016. À época, uma das estratégias da empresa foi deixada muito clara: repaginar a categoria de forma a atrair fãs mais novos, uma vez que as idades dos apaixonados por F1 estava aumentando exponencialmente sem que as novas gerações continuassem com o legado.

De lá para cá, algumas atitudes foram tomadas em prol desse objetivo. Entre outras coisas, a Liberty Media decidiu investir de forma pesada nas redes sociais, o que não era feito antes. Depois, com o crescimento cada vez maior dos e-Sports, começou a focar parte dos seus esforços no segmento, com o ápice sendo a realização de uma série de Grandes Prêmios Virtuais para envolver os fãs quando o campeonato não estava acontecendo nas pistas por conta da paralisação devido à pandemia de Covid-19 no primeiro semestre de 2020.

Hoje, quase cinco anos depois, os resultados obtidos demonstram que a estratégia deu certo. Um estudo da empresa The Insights Family, especializada em inteligência de mercado, revelou que o número de crianças que são fãs de Fórmula 1 cresceu 17% nos principais mercados europeus. De acordo com a pesquisa, são cerca de 2,85 milhões de crianças a mais se interessando ativamente pela categoria, o que elevou a base de fãs juvenis da F1 para 20,1 milhões de crianças.

O estudo realizou uma combinação de pesquisas qualitativas e quantitativas nas redes sociais de sete mercados, com um tamanho total de amostra de 162.774 crianças com idades entre 12 e 18 anos. O objetivo foi entender como é o “fã do futuro” e mostrou que os jovens estão consumindo conteúdo principalmente no Instagram e no TikTok, ao invés do Twitter ou Facebook. Além disso, o YouTube também continua sendo um canal importante para os fãs mais jovens se envolverem com a Fórmula 1.

Na lista de esportes, a F1 ficou na segunda colocação, com um crescimento anual de 36% nas redes sociais. Para se ter uma ideia do tamanho desse impulso, o futebol, por exemplo, esporte mais praticado do mundo, cresceu “apenas” 6%.

A pesquisa ainda revelou que a chamada “Geração Z”, nascida entre 1997 e 2002, tem um nível de interesse maior pelos esportes eletrônicos do que pelos esportes tradicionais. De acordo com o relatório, 41% das crianças de 3 a 18 anos se envolvem com e-Sports em 2021, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Nesse sentido, a Liberty Media foi certeira: com os Grandes Prêmios Virtuais que misturaram jogadores de e-Sports com pilotos profissionais da categoria nas disputas, a F1 alcançou 30 milhões de visualizações em plataformas de TV e digitais.

Por último, ainda vale observar a importância da série documental “Drive to Survive”, produzida pela Netflix. O estudo da The Insights Family sugeriu que a associação a uma gigante do streaming e o fato de conhecer mais de perto os bastidores da Fórmula 1 atraíram os mais jovens. Segundo a pesquisa, a série “tende a divertir completamente” os mais novos.

“Esta geração está superinformada e constantemente conectada. Eles têm acesso desde muito novos a todo conteúdo que possam desejar. Isso apresenta desafios e oportunidades para criadores de conteúdo, marcas e propriedades. A abordagem proativa da Fórmula 1 de investir em pesquisa e desenvolver uma estratégia para novos fãs é a melhor. Os resultados que vimos em nossos rastreadores em alguns dos principais mercados falam por si só”, disse Nick Richardson, fundador e executivo-chefe da The Insights Family.

“Estamos sempre pensando em maneiras criativas e inovadoras de envolver novos públicos e mostrar o esporte que centenas de milhões de fãs em todo o mundo já conhecem e amam. Por isso, é ótimo ver que o trabalho que estamos fazendo para atingir públicos mais jovens está rendendo resultados. Por meio do uso de plataformas sociais e digitais, temos sido capazes de revelar nosso esporte, muitas vezes complexo, para a próxima geração de fãs”, celebrou Ellie Norman, diretora de marketing e comunicações da Fórmula 1.