Menos de um ano depois de comprar o Los Angeles Lakers, da NBA, por US$ 10 bilhões, o empresário Mark Walter venderá sua participação para Joshua Kushner e Bob Iger, ex-CEO da Disney, por US$ 12,5 bilhões.
O atual acordo pelos Lakers representa uma valorização expressiva da marca, adicionando cerca de US$ 2,5 bilhões em relação ao montante avaliado quando Walter assumiu a gestão, há cerca de 9 meses. A transação ainda precisará passar por um processo de aprovação pelo conselho da NBA.
A decisão de venda da equipe coincide com um período de turbulência judicial para Mark Walter. O empresário atua como CEO da holding TWG Global e mantém investimentos diretos em clubes como o Los Angeles Dodgers (MLB), Los Angeles Sparks (WNBA) e Chelsea (Premier League), entre outros.
Atualmente, Walter é alvo de apurações na esfera federal dos Estados Unidos. O executivo está sob investigação de promotores do país e da Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC) por alegações de fraude fiscal envolvendo companhias de seguros sob o seu controle.
O empresário tem negado qualquer envolvimento em irregularidades. Além disso, não há apontamento oficial sobre a ligação das investigações com a rapidez da venda dos Lakers.
Fator político
Do lado dos novos compradores, a entrada de Joshua Kushner na NBA adiciona um componente político ao cenário esportivo. O executivo é irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A ligação familiar direta fez com que a Casa Branca emitisse um comunicado oficial negando qualquer envolvimento da administração federal ou de Trump nas negociações pela equipe de Los Angeles.
Para que a aquisição seja autorizada pela liga de basquete, Kushner precisará vender uma participação minoritária que detém no Miami Heat. No mercado esportivo internacional, o executivo também já esteve associado aos planos do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de vender uma parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo para fundos privados.
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O projeto acabou sendo abandonado por Gianni Infantino após grande pressão de confederações como a Uefa e tem sido a causa do isolamento do executivo no comando da Fifa.
