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Ambev aciona WTorre por direito de vender bebida no Allianz Parque

Empresa tem documento da Antarctica, uma de suas marcas, que garante direito comercial vitalício no espaço

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 25/01/2016, às 09h10 - Atualizado às 11h40

Imagem Ambev aciona WTorre por direito de vender bebida no Allianz Parque

Estádio Allianz Parque em dia de jogo do Palmeiras

De olho na venda de cerveja no Allianz Parque, a Ambev notificou a WTorre, administradora do espaço, e a seguradora Allianz, dona dos naming rights da arena, pela assinatura de contrato com outra marca de cerveja.

O imbróglio remonta a 1920, quando a então dona do terreno, a Companhia Antarctica Paulista, hoje empresa do conglomerado da Ambev, vendeu o Parque Antarctica para o Palmeiras. Na ocasião, além da compensação financeira, a empresa ganhou direito vitalício de uso do nome e venda de seus produtos no espaço.

Apesar disso, segundo a Máquina do Esporte apurou, a intenção da empresa não é questionar o contrato de naming rights entre WTorre e Allianz. Na avaliação da empresa, os direitos de nome não trazem retorno suficiente. Por essa razão, a Ambev não se interessou em adquirir os naming rights nem do Allianz Parque, nem da Arena Corinthians, que teriam sido oferecidos à empresa.

Sem ela, a WTorre venceu os direitos de nome para a Allianz por R$ 300 milhões em contrato válido por 20 anos, com possibilidade de renovação por mais dez.

Sem se interessar pelos naming rights, a ideia da Ambev é conseguir outra forma de compensação: o direito de manter a exclusividade de venda de bebidas nos eventos no estádio. Hoje, essa propriedade comercial pertence à Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava.

O interesse aumentou com a possibilidade de liberação de venda de cerveja nos estádios de São Paulo. Projeto neste sentido já foi aprovado em primeira votação na Câmara dos Vereadores da capital paulista. O projeto de lei ainda terá que passar por mais uma votação antes de ser enviado para sanção do prefeito Fernando Haddad.

A WTorre acionou seu departamento jurídico para cuidar do caso, que ainda não foi parar na Justiça. A construtora argumenta que o espaço foi modificado com a construção da nova arena.

Além disso, quando assinou contrato com o Palmeiras, a Antarctica nem aparecia como parte interessada. A construtora assinou contrato de 30 anos com o clube paulista, pelo qual irá repassar 5% do faturamento do estádio ao Palmeiras, em valor que tem acréscimo de 5% a cada cinco anos.

Procurada, a Ambev não se pronunciou sobre o assunto. Já Rogério Dezembro, CEO da WTorre Entretenimento, não retornou às ligações da reportagem.