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Ambev ?corrige? Bud-06 e amplia cervejas

Ambev ?corrige? Bud-06 e amplia cervejas

Guilherme Costa em São Paulo - SP Publicado em 18/06/2010, às 08h00 - Atualizado às 11h00

Na Alemanha, em 2006, a exclusividade da Budweiser na Copa do Mundo foi tema de grande polêmica. Dois anos depois, a Anheuser-Busch, companhia detentora da marca, foi vendida para a belgo-brasileira InBev e criou a maior cervejaria do planeta. Esse negócio também democratizou o aporte à competição futebolística. O grupo trabalha com seis marcas diferentes na Copa do Mundo deste ano: Budweiser (Estados Unidos), Brahma (Brasil), Quilmes (Argentina), Hasselroder (Alemanha), Jupiler (Holanda) e Harbin (China). Placas de publicidade nos estádios estampam produtos que mais têm a ver com as seleções que estão em campo. O carro-chefe da comunicação continua sendo a Budweiser. Essa é a única marca comercializada nos bares dos estádios e de suas imediações na Copa do Mundo de 2010. Além disso, é esse o produto que o grupo AB-InBev ativa na campanha que escolhe o melhor atleta de cada partida. Antes de a bola rolar, o telão e o sistema de som dos estádios indicam meios para que o público presente escolha o melhor atleta em campo. Votos podem ser dados por SMS ou no site oficial da Fifa a partir do início do segundo tempo, e o dono da maior porcentagem é anunciado assim que acaba o duelo. A divisão de cervejas aconteceu na publicidade estática (um jogo do Brasil tem placas da Brahma e uma partida da Argentina expõe a Quilmes, por exemplo). Além disso, as cervejas puderam usar em sua comunicação local o selo de patrocinadoras da Copa do Mundo. A democratização revela um foco mais mundial da AB-InBev. Em 2008, a companhia belgo-brasileira investiu US$ 52 bilhões para comprar a dona a da Budweiser e formar a maior cervejaria do mundo. O negócio também criou um rico portfólio de produtos do setor. Com mais marcas a serem trabalhadas, a Budweiser fugiu de uma reação similar ao que aconteceu na Copa do Mundo de 2006. Na época, a rejeição do público local à cerveja escolhida pela Fifa chegou a motivar declarações de Joseph Blatter, presidente da entidade, lembrando que a competição tem alto custo e que pertence à instituição que ele comanda. A Fifa chegou a negociar com a Budweiser em 2006 um acordo para que a cerveja alemã Bitburger fosse vendida nos estádios. Em troca, a marca receberia uma série de propriedades extra de publicidade estática. Contudo, as duas partes não chegaram a um consenso sobre essa proposta.