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Análise: Como engajar o fã no pós-pandemia

André Stepan, da Horizm, explica como o case da Florida Cup pode ser replicado no esporte atualmente

André Stepan - São Paulo (SP) Publicado em 21/07/2020, às 07h36 - Atualizado às 10h36

Imagem Análise: Como engajar o fã no pós-pandemia

Aos poucos, as competições ao redor do planeta vão sendo retomadas. Algumas das principais ligas de futebol da Europa, a Fórmula 1, o Campeonato Carioca – este de forma bem precipitada –, entre outros, já estão de volta. O retorno, entretanto, apresenta uma frieza que não tem compatibilidade com o esporte, afinal um de seus principais – se não o principal – protagonistas está impedido de participar presencialmente da festa: o torcedor.

Que fique claro que não há qualquer questionamento aqui sobre a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste momento, de fato, não há como abrir portões e gerar aglomeração nas praças esportivas mesmo que se tentasse implantar qualquer tipo de protocolo e trabalhasse com capacidade reduzida. Por exemplo: como impedir o abraço entre torcedores e a comemoração em um gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo? É impossível. A provocação vem em outro sentido: como seguir engajando o fã com transmissões frias sem a presença de público? Como seguir engajando o torcedor quando ele é impedido de participar e não está sequer representado no evento? O conteúdo digital, como mostra a Florida Cup, pode ajudar bastante a diminuir este espaço vazio neste momento.

A Florida Cup, hoje, vai muito além de um torneio de pré-temporada de futebol. É claro que na espinha dorsal do produto está o futebol, a modalidade esportiva de alto rendimento que conecta todo o ecossistema. No entanto, o evento apresenta uma série de atividades paralelas relevantes que agregam experiência para o público e geram exposição aos patrocinadores e parceiros: Fan Fest, com show de Ivete Sangalo; o Legends 5v5, que nas duas últimas edições teve participação de Zico, Van der Sar, Rivaldo, Raí, Denilson, Lugano, Falcão, Higuita, Zuniga, Marcelinho Carioca, Neto e Zinho; a 5k Run; e o Footgolf.

Realizados todos de forma presencial, já que a pandemia ainda não havia atingido os Estados Unidos em janeiro deste ano, os eventos paralelos também podem ser ótimas opções para acontecer à distância, já que lives de música, corridas de rua virtuais e atrações com craques do passado pela internet não faltam por aqui. Se envelopado de maneira adequada, pode ajudar as ligas e competições brasileiras a diminuir a distância do torcedor e a frieza do espetáculo.

"Temos visto alguns movimentos muito interessantes na indústria. Alguns movimentos de transição, outros de adaptação temporária ao momento, mas todos eles com algo em comum: a importância do digital para as suas sobrevivências no presente e futuro. E isso reforça muito aquilo que nós, da Florida Cup, apostamos e começamos a fazer há alguns anos", disse à coluna Ricardo Villar, fundador e CEO da Florida Cup.

"E nisso temos como foco não só entregar aos clubes a melhor condição para a preparação durante o período que estão conosco, mas também uma plataforma que permita gerar experiências e conteúdos únicos para o nosso público-alvo, em sua grande maioria de perfil familiar, fãs e parceiros do evento", completou Villar.

Os números e o engajamento da Florida Cup no ambiente digital comprovam que a estratégia está dando certo: 

Influenciadores e eventos paralelos ao torneio ampliaram alcance digital da Florida Cup (Foto: Divulgação)

Edição de 2020 do torneio foi a que teve maior retorno de mídia para os parceiros (Foto: Divulgação)

"O digital na Florida Cup é uma ferramenta fundamental para alcançarmos nossos objetivos com parceiros e com a nossa audiência. Para cada evento que realizamos, fazemos um estudo que vai desde levantar os principais storytellings que cada um desses eventos tem potencial de gerar até a escolha do perfil de cada influenciador/canal digital convidado que, acima de tudo, se identifica com o nosso conteúdo, com os parceiros do evento e, principalmente, com as experiências únicas que são geradas na Florida Cup. A partir daí, o que vemos durante o evento é uma produção de conteúdos intensa, orgânica e relevante para as marcas, para os canais e influenciadores convidados e, principalmente, para o nosso público final", comentou Adriano Lopes, diretor de marketing da Florida Cup.

"Cada uma das pessoas alcançadas que se identificam com os conteúdos gerados no evento, automaticamente, vão começar a interagir e passam a ter, a partir daí, um papel importantíssimo na propagação e alcance do mesmo, seja curtindo, comentando ou compartilhando em seus perfis e para aqueles que os seguem. Entender o valor das experiências que cada evento proporciona e transformar isso em conteúdo relevante, potencializando seu alcance através das mídias digitais, é fundamental para o sucesso de todo grande evento nos dias de hoje", finalizou Adriano.

Para o esporte ser retomado de fato, um de seus principais – se não o principal – protagonistas precisa participar presencialmente do espetáculo. A emoção das competições só existe com o fã presente. No entanto, enquanto isto não é possível nestes tempos de pós-pandemia, o conteúdo digital pode ajudar a diminuir este espaço vazio na alma do torcedor e nas arquibancadas.