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Análise: CR7 e Messi valem mais que os clubes

Manchester United mostra que também há caminhos sem as maiores estrelas do futebol mundial

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 15/01/2020, às 11h42

Imagem Análise: CR7 e Messi valem mais que os clubes

A divulgação da lista de clubes de maior faturamento do mercado feita pela Deloittedeixou claro que, mais do que Barcelona e Real Madrid, a verba no futebol gira em torno de Cristiano Ronaldo e Messi.

É só ver como o Barça conseguiu alçar o topo do mercado, enquanto o Real perdeu parte de seu protagonismo e, ao mesmo tempo, viu a Juventus ampliar o seu faturamento com a presença de CR7 dentro de sua equipe. As marcas obviamente que procuram os grandes clubes. Mas os superastros ganharam um peso ainda maior.

Seguindo essa linha analítica do levantamento, é notável observar o comportamento do Manchester United. O clube inglês é o único que se mantém no topo sem muitas oscilações pelo desempenho dentro de campo e/ou presença de grandes ídolos.

Foi ainda na metade da década de 1990 que o clube inglês traçou sua estratégia  comercial para se tornar uma fortaleza econômica. O United foi o primeiro clube a investir em departamento comercial, área de licenciamento e gestão de carreira de seus atletas. Amparado por David Beckham, o clube criou um modelo irrepreensível, tanto que só foi perder o trono da lista da Deloitte após dez edições, quando Beckham migrou para o Real Madrid na época dos Galácticos e fez o clube espanhol se tornar o mais rico do mundo.

Depois da era Beckham, a lista agora revela que o futebol vive a era Messi e CR7. Quem tem um dos dois, inevitavelmente ampliará o faturamento. O Barcelona somou o fator Messi a uma reviravolta comercial, expandindo negócios para o mercado americano. Repetiu a estratégia, não por acaso, da adotada pelo United há cinco anos e que levou o clube inglês ao topo após uma década de domínio do Real Madrid impulsionado por CR7.

O desafio para os próximos anos, a todos os clubes, será imitar o United. Construir um modelo que seja sustentável comercialmente e, assim, o clube se solidifique entre aqueles de maior receita sem depender tanto de quem defende a equipe.

Para o Brasil, resta analisar a fonte de receita dos clubes presentes na lista para entender de que forma é possível trabalhar o marketing para aumentar o faturamento. Nos últimos 20 anos, o que os clubes europeus mais trabalharam foi o fortalecimento comercial para ampliar as receitas e transformar a cara do futebol dentro de campo.

Messi e Cristiano Ronaldo ainda são os grandes reis do mercado. Mais do que os clubes, são eles que geram receita. Mas essa realidade vai acabar em até cinco anos.