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Análise: DAZN e Corinthians medirão mercado de streaming

Plataforma terá jogo do clube paulista com exclusividade e tentará atrair os assinantes do mercado brasileiro

Duda Lopes - Boston (EUA) Publicado em 23/05/2019, às 07h33 - Atualizado às 10h33

Imagem Análise: DAZN e Corinthians medirão mercado de streaming

Nesta quinta-feira (23), a plataforma esportiva DAZN terá um momento importante para a consolidação do sistema no Brasil: a partida entre Corinthians e Deportivo Lara, da Venezuela, terá transmissão exclusiva no streaming. Desta vez, no entanto, não haverá o suporte da RedeTV!, e quem quiser assistir à partida ao vivo terá que recorrer ao serviço. Será o momento ideal para medir a temperatura desse mercado, muito aquecido graças à chegada da nova marca.

Serão dois momentos cruciais. O primeiro se refere ao hábito de assistir a uma partida pela internet. Somente em São Paulo, a RedeTV! conseguiu chegar a mais de 3 milhões de pessoas com a partida entre Racing e Corinthians, pela fase anterior da Copa Sul-Americana. A convergência desse público, interessado na disputa, para um sistema fechado de internet poderá ser medida na prática. E há alguns desafios para isso se configurar em números razoáveis.

O primeiro deles está na promoção do sistema. Para os mais fanáticos, há informações sobre a transmissão do jogo, mas essa é uma fatia menor. Quantas pessoas sabem que deverão acessar uma plataforma on-line para ver o Corinthians?

Depois, está no próprio hábito de consumo. Mesmo com a informação, quantos estão dispostos a conhecer um sistema novo, fazer um cadastro e assistir a uma partida de futebol pela internet?

Passada essa primeira fase, o DAZN terá que convencer o torcedor a permanecer no sistema após o período de 30 dias de gratuidade. Hoje, o catálogo de conteúdo da plataforma é honesto, com o Italiano, o Francês, a própria Copa Sul-Americana, entre outros. A pergunta que fica é se será suficiente para manter um número significativo de assinantes.  

Observando os comentários de torcedores em redes sociais, o principal problema está na mensalidade de R$ 37,90. Sem dúvida, o DAZN é caro. No entretenimento, o valor é mais alto do que sistemas como o HBO Go e a Netflix. O Esporte Interativo Plus, com jogos do Brasileirão e Liga dos Campeões, tem plano de R$ 13,90. No esporte, o Premiere é que tem política oposta, a R$ 79,90 ao mês. Mas, nesse caso, é estratégico para a Globo manter a ferramenta como produto premium.

Com a Sul-Americana, o DAZN terá o primeiro produto de maior apelo fechado para a internet. Para o mercado, será um período para observar a plataforma. As dificuldades e os sucessos que a marca do Grupo Perform terá nos próximos meses serão fundamentais para entender o momento do streaming esportivo no Brasil.