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Análise: Decisão emocional do patrocínio precisa virar negócio

Erich Beting comenta a dificuldade de manter patrocínios que envolvam a paixão de executivo por seus clubes

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 23/01/2015, às 10h07 - Atualizado às 12h07

Imagem Análise: Decisão emocional do patrocínio precisa virar negócio

“Estou realizando um sonho de infância. Sou palmeirense desde que nasci”. A frase foi dita por Jose Roberto Lamacchia durante a entrevista em que o patrocínio da Crefisa ao Palmeiras foi apresentado.

Lamacchia é o fundador da empresa de crédito. Negociava até pouco tempo com o São Paulo para colocar a marca da companhia na camisa tricolor. O Palmeiras chegou na reta final da conversação, atropelou o clube rival e fechou o negócio.

A decisão, mais uma vez, foi tomada pelo lado emocional. É, mais ou menos, como aquela esteira para correr que você compra tão logo volta das férias de fim de ano. Gasta um dinheirão com ela, usa nas primeiras duas semanas, talvez dois meses. E, dali a dois anos, está louco para dar um fim àquele “cabide”.

Pelos próximos dois anos, esse será o desafio do Palmeiras. Fazer com que o seu patrocinador não continue no clube apenas por amor. É preciso mostrar que existe uma plataforma de negócios para a empresa.

Como fazer isso?

O mercado americano está cansado de dar o exemplo. A empresa precisa enxergar no clube mais do que um espaço de mídia. A cada jogo, milhares de potenciais compradores de crédito estão disponíveis. Pelo programa de sócio-torcedor, são mais de 80 mil cadastrados que podem se interessar pelo serviço da marca. Em dois anos, o Palmeiras precisa gerar milhões em receita à Crefisa. E, assim, comprovar que o patrocínio é um negócio racional.