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Análise: Disputa por segmento impulsiona patrocínios

Leia a opinião de Erich Beting sobre a renovação da Vivo com a CBF

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 12/01/2015, às 17h54

Imagem Análise: Disputa por segmento impulsiona patrocínios

A renovação do patrocínio da Vivo com a CBF até 2023 é notícia para ser comemorada pelos organizadores do Rio Open de tênis e pelos 14 clubes que têm patrocínio da TIM.

A manutenção do vínculo da Vivo com a CBF ajuda  a manter empresas de telefonia móvel, de uma forma ou de outra, interessadas em investir no esporte por mais oito anos.

O fenômeno é mundial. Quando uma empresa de um determinado segmento decide investir no esporte, em pouco tempo leva as demais para ele também. Um bom exemplo disso foi quando a Unimed formou boa parte da imagem no país a partir do patrocínio ao Fluminense, o que impulsionou a concorrência a investir com mais força em esporte.

Com a briga das teles, faltam agora as empresas de automóveis e as de eletroeletrônicos injetarem seus milhões no patrocínio esportivo. Ao lado dos bancos e das seguradoras, esses cinco segmentos são os que têm mais dinheiro e mais clareza do benefício de investir em esporte.

O grande problema no Brasil, porém, é que o patrocínio ainda está restrito ao investimento que pode ser considerado “seguro” às marcas.

A CBF tem mais de uma dezena de patrocinadores, já os clubes sofrem para ter um. Mesmo tendo muito menor exposição de mídia e oportunidade de ações de relacionamento, a seleção é um ativo mais certo para quem decide investir no esporte.

Com a seleção “completa”, a saída será investir nos clubes ou em outros esportes. O Rio-2016 já chegou.