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Análise: é tão difícil fazer uma ação de compra e venda no esporte?

Erich Beting comenta os motivos do sucesso da ação da Adidas com o Allianz Parque

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 14/11/2014, às 12h16 - Atualizado às 12h18

Em cinco horas, no meio da madrugada, pelo menos R$ 20 mil de faturamento. Faz tempo que uma loja de artigos esportivos não consegue um desempenho desse tipo.
O sucesso da ação da Adidas para o torcedor do Palmeiras conseguir um ingresso para a inauguração do Allianz Parque é a prova de que não é tão complicado para uma marca fazer uma ativação no esporte. Basta ter o mínimo de boa vontade e uma boa ideia para atender o torcedor. 
Na Copa do Mundo, o que as marcas mais fizeram foram ações de compre e ganhe. Com a alta demanda do evento, elas se tornavam as “salvadoras da pátria” de quem havia ficado sem um ingresso. Agora, a Adidas aproveita o desejo palmeirense para ir ao jogo inaugural do estádio e refaz a mesma estratégia.
Um dos maiores problemas hoje no futebol é um time conseguir lotar um estádio. À exceção dos jogos finais de campeonato ou grandes eventos como o do Palmeiras, a rotina é de estádio a duras penas cheio.
Ao fazer a ação, a Adidas não apenas aumenta as vendas, mas gera no torcedor um sentimento de gratidão. Esse é o segredo das boas ações de ativação no esporte. Exaltar o seu consumidor, respeitar o torcedor de outro time ou de outro atleta.
Uma simples ação de compra e venda não pode ser algo raro no esporte brasileiro. E o sucesso da Adidas é a prova de que isso dá certo.